<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-30410660</id><updated>2011-12-13T19:56:47.670-08:00</updated><category term='axioma'/><category term='lukasiewicz'/><category term='russel'/><category term='olavo'/><category term='david hilbert'/><category term='newton'/><category term='décio krause'/><category term='auto-evidente'/><title type='text'>Intuitividade Exatidão Profundidade</title><subtitle type='html'>O propósito deste blog é o esforço para colecionar e sintetizar os melhores textos sobre economia, filosofia, física, matemática, literatura e política, mediante um critério pessoal baseado em 3 características : intuitividade, exatidão, profundidade.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>HelioPereiriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16025553291204879990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/moldurahelio5.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30410660.post-7498692176404725546</id><published>2007-03-13T16:24:00.000-07:00</published><updated>2007-10-20T09:32:15.092-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='décio krause'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='axioma'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='russel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='newton'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='auto-evidente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olavo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lukasiewicz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='david hilbert'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_XCapnUQJsrg/RxoteJa0bvI/AAAAAAAAAFE/xwv6cWcXKwI/s1600-h/ATcAAADjlOXmwnlgArY0nd_yKeIG-IIzTaSKTVKg_mQUid416eq9UT5U1qQQatKB3HIOMV93c2WkmyoyROzDNnWlvZtnAJtU9VATkdEt8wr7wm0inUhSQEmUZbY1SQ.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123457522035093234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_XCapnUQJsrg/RxoteJa0bvI/AAAAAAAAAFE/xwv6cWcXKwI/s400/ATcAAADjlOXmwnlgArY0nd_yKeIG-IIzTaSKTVKg_mQUid416eq9UT5U1qQQatKB3HIOMV93c2WkmyoyROzDNnWlvZtnAJtU9VATkdEt8wr7wm0inUhSQEmUZbY1SQ.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,0);font-size:180%;" &gt;&lt;a href="http://heliopereiriano.multiply.com/journal/item/2" rel="bookmark"&gt;Olavo e Newton - Parte I -&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images3.orkut.com/images/album/6/975/31205975.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;ÍNDICE&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Prefácio &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1- Introdução &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2- Porque Olavo é filósofo ? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;2.1- Olavo sobre os princípios elementares, de Chesterton a Lukasiewicz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;2.2.1. A concepção de Chesterton&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;2.2.2. A concepção histórica: dos antigos filósofos a Hilbert&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;2.2.3. A concepção de Lukasiewicz &lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;2.2.4. A concepção de Olavo de Carvalho &lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.2- Olavo e a Teoria do Sujeito-Objeto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.3- Olavo e a filosofia aristotélica&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;2.4- Olavo e a Teoria dos Quatro Discursos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3- Resumindo o artigo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4- A filosofia e a ciência no newtonismo &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5 – Os problemas da intuição na ciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;Prefácio &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os defensores de Olavo de Carvalho têm sofrido uma injusta acusação. Acusam-nos de simpatizarem com ele somente por causa de afinidades ideológicas, como se aceitassem indiscriminadamente qualquer coisa que ele escreva em função de alguma forma de fanatismo que faz seus admiradores agirem como uma torcida organizada. Embora eu não possa negar que existem aqueles que agem assim, afinal isso faz parte da natureza humana, a verdade é que eu quero defender aqueles que apreciam seus textos por outros motivos além daqueles que seus acusadores estão habituados a supor. Meu propósito é tentar mostrar o quanto tal acusação pode ser injusta. Para atingir este objetivo, primeiro vou apresentar as razões que justifiquem o porquê dele merecer ser lido e ser considerado um filósofo. Em seguida, vou apresentar algumas objeções ao texto &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/060615jb.html"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/semana/060615jb.html&lt;/a&gt; mas não sem antes mostrar também que muito do que foi afirmado pelo seu autor de fato procede, e para este fim, será apresentado uma versão daquilo que penso ter entendido de seus argumentos. Que isso sirva para esclarecer que o fato de alguém apreciar seus artigos, não significa que o esteja fazendo sem espírito crítico, e para tanto, busquei fazer um trabalho digno e honroso a todos os lados desta questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="itembox"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;INTRODUÇÃO &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo do filósofo Olavo de Carvalho:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/060615jb.html"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/semana/060615jb.html&lt;/a&gt;&lt;wbr&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/060615jb.html"&gt;60615jb.html&lt;/a&gt; é muito mal compreendido. Seus críticos, ou não entendem exatamente o que o texto quer dizer, ou desconhecem muito daquilo que é tomado como base para a tese defendida, pois suas reações são dominadas pela indignação diante dos ataques aos méritos de Newton e sua mecânica. Por outro lado, as idéias deste texto são apresentadas de modo problemático, pois assumem uma série de pressupostos. É difícil não receber com estranheza uma tal exposição sem estar informado das considerações e análises que o precederam. Possivelmente muitos dos argumentos que poderiam explicar o que parece ser uma especulação sem justificativa, não pôde estar presente no texto devido às restrições de espaço impostas pelos rigores editoriais. Trata-se de fato, de uma reflexão filosófica hermética, mas é de um hermetismo atípico, pois não se caracteriza pela profusão de um vocabulário que exige estudos prévios, mas pela quantidade de observações cujo significado só pode ser absorvido após leituras anteriores, e familiaridade com o pensamento de seu autor. Muitos daqueles que percebem de imediato o que está sendo dito, talvez discordem disso, alegando inclusive que se trata de uma visão intuitiva que é inteligível a qualquer pessoa inteligente. Para estes, o que posso dizer é que concordo que existem muitos juízos intuitivos neste texto, mas por outro lado, penso que existem aspectos que não foram abordados nem pelo autor e nem pelos críticos, e que precisam sê-lo para que se possa resgatar o que está oculto, completar o que falta e reconstituir o &lt;i&gt;fio de Ariadne&lt;/i&gt;. É com este propósito que justifico o porquê deste &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; ser escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, antes de prosseguir, sabendo que muitos dos que irão ler são seus detratores contumazes, sinto que precisarei seguir uma metodologia especial, para potencializar ao máximo a capacidade de que o que eu venha escrever seja lido com um mínimo de respeito necessário a um julgamento imparcial das idéias aqui envolvidas.&lt;br /&gt;Em obediência a esta metodologia, antes de apresentar o texto analisado na forma como eu entendi, buscarei divulgar os méritos filosóficos de seu autor para justificar o porquê dele merecer ser lido, tentando expor isso de um modo ainda não tentado.&lt;br /&gt;Após isso, será apresentado aqui o meu ponto de vista sobre o tema, que se resume em dois pontos: a) As críticas contra e a favor de Newton se dirigem a um objeto de discurso que não corresponde aquilo que se supõe ser debatido. b) O fenômeno cultural apontado no artigo de Olavo, de fato existe, mas será proposta aqui uma outra origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://z001.ig.com.br/ig/05/17/229713/blig/inimigopublico/imagens/olavo_gazeta.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://z001.ig.com.br/ig/05/17/229713/blig/inimigopublico/imagens/olavo_gazeta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2- PORQUE OLAVO É FILÓSOFO ? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que se possa ter alguma expectativa razoável de que eu vá conseguir apresentar razões convincentes de que Olavo é um autor que merece respeito e que no mínimo os seus textos filosóficos deveriam ser lidos, a minha estratégia será apresentar de que modo os &lt;i&gt;insights&lt;/i&gt; do filósofo acrescentam informações adicionais à um debate em processo.&lt;br /&gt;Irei mostrar alguns exemplos em que o progresso em determinadas discussões filosóficas recebeu uma contribuição original capaz de responderem muitas das questões em aberto, a partir de concepções apresentadas em suas apostilas da &lt;i&gt;Internet&lt;/i&gt;. É com essa forma de exposição que será possível dar uma idéia mais acurada do valor filosófico de suas idéias, na medida em que forem identificadas como um ganho de informação nas investigações pendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;2.1- Olavo sobre os princípios elementares, de Chesterton a Lukasiewicz&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um destes ganhos de informação que posso ressaltar é a participação do filósofo Olavo de Carvalho na evolução do entendimento a respeito das propriedades dos princípios elementares. Os princípios elementares, os postulados, os axiomas, são os conhecimentos primeiros, ou as afirmações primeiras, dependendo da postura que se tem em relação a elas. São os primeiros passos para erigir um discurso ordenado, uma teoria, que faz das conseqüências destas primeiras afirmações, um sistema gerador de afirmações segundas e terceiras. Este sistema gerador é reconhecido no mundo lógico e matemático como uma atividade dedutiva, e possui a utilidade do sistema dedutivo, que na economia do conhecimento pode ser compreendido assim: como toda argumentação teórica provém da validade destas afirmações primeiras, tudo que com é preciso se preocupar é que as tais afirmações sejam válidas que o resto das afirmações o será automaticamente.&lt;br /&gt;Existem vários exemplos de teorias e filosofias escritas seguindo este princípio explicitamente. A geometria euclidiana se baseia nos conceitos primitivos de reta, ponto e ângulo e algumas propriedades elementares. A mecânica newtoniana se fundamenta nas três primeiras leis. Aa análise matemática é uma dedução das propriedades elementares da teoria dos conjuntos e dos princípios que caracterizam os números, e assim em diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para atingir a meta estabelecida neste capítulo, começarei com o artigo escrito por Chesterton em 22 de junho de 1907, que fornece uma idéia de como estes princípios costumam serem compreendidos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;i&gt;2.1.1 – A concepção de Chesterton&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/u&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.jimmyakin.org/images/chesterton.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.jimmyakin.org/images/chesterton.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.chesterton.org/gkc/philosopher/v1n6.gkcessay.hm"&gt;http://www.chesterton.org/gkc/philosopher/v1n6.gkcessay.hm&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.chesterton.org/gkc/philosopher/v1n6.gkcessay.hm"&gt;er/v1n6.gkcessay.hm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="itembox"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"What modern people want to be made to understand is simply that all argument begins with an assumption; that is, with something that you do not doubt. You can, of course, if you like, doubt the assumption at the beginning of your argument, but in that case you are beginning a different argument with another assumption at the beginning of it. Every argument begins with an infallible dogma, and that infallible dogma can only be disputed by falling back on some other infallible dogma; you can never prove your first statement or it would not be your first. All this is the alphabet of thinking."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que as pessoas de hoje em dia precisam entender, é simplesmente que todo o argumento começa com uma suposição; isto é, com algo que você não duvida. Você pode, claro, se for de seu interesse, duvidar da suposição inicial do seu argumento, mas neste caso você está começando um argumento diferente com uma outra suposição inicial. Todo argumento começa com um dogma infalível, e tal dogma infalível só pode ser questionado recorrendo a algum outro dogma infalível; você nunca pode provar a sua primeira declaração ou esta não seria a sua primeira. Tudo isto é o be-a-bá do pensamento."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, segundo Chesterton, os princípios elementares nada mais são do que um dogma que não se prova. Bom, esse ponto de vista parece incompleto. Existem, além dos princípios elementares que assumem o papel de dogmas, aqueles que fazem parte de um conjunto coerente e que se provam mutuamente, e neste caso os tais pressupostos adquirem uma legitimidade ainda maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ilustrar, imagine uma situação em que há os pressupostos 1, 2 e 3. O pressuposto 1 fundamenta o 2, o pressuposto 2 fundamenta o 3 e o pressuposto 3 fundamenta 1. Pode haver necessidade de um pressuposto adicional para fundamentar coisas que não podem ser deduzidas dos pressupostos 1, 2 e nem de 3. Desta forma, pode-se assumir uma outra premissa, o pressuposto 4. Se o pressuposto 4 não deduzir e nem for deduzido pelos pressupostos 1,2 e 3, então teremos um pressuposto independente, ou, um axioma independente. Mas, segundo a expressão: “Todo argumento começa com um dogma infalível, e tal dogma infalível só pode ser questionado recorrendo a algum outro dogma infalível; você nunca pode provar a sua primeira declaração ou esta não seria a sua primeira.” Pode-se inferir que Chesterton aparentemente não conhece a ilustração acima citada e, portanto, se levarmos em conta suas observações, os pressupostos 1,2 e 3 deveriam estar numa relação hierárquica em que um prova o seguinte, mas não é provado pelo seu sucessor. Para que ninguém pense que a ilustração citada é uma abstração hipotética, menciono como exemplo que os &lt;i&gt;Axiomas de Peano&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;Princípio da Boa Ordenação&lt;/i&gt;, na &lt;i&gt;Análise Matemática&lt;/i&gt;, cumprem este papel de se fundamentarem mutuamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, é preciso dar um desconto a Chesterton, porque seu interesse não era o de fazer afirmações precisas sobre os princípios elementares, mas o de mostrar a inutilidade, a injustiça, de achar que um discurso só é válido se todas as afirmações dos discursos forem válidas, porque por tal critério, nenhum discurso possível seria válido pelo motivo de que sempre haverá suposições assumidas que não podem ser validadas em qualquer discurso. Tal exigência acabaria por paralisar qualquer debate. Bom, como este não é o foco desta discussão, o passo seguinte é conferir o que mais está sendo dito sobre o tema.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/servletrecuperafoto?id=K4721997A6"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/servletrecuperafoto?id=K4721997A6" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O texto a seguir é uma parte do livro do acadêmico Décio Krause &lt;i&gt;Introdução aos Fundamentos Axiomáticos da Ciência&lt;/i&gt;, publicado em 2002 e que é um tratado mais completo que encontrei sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;2.2.2. A concepção histórica: dos antigos filósofos a Hilbert&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/artigos/pimage/partenon4.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/artigos/pimage/partenon4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"É fato universalmente aceito que o método axiomático é originário da Grécia antiga, ainda que as razões de sua origem sejam obscuras. A. Szabó, por exemplo, sustenta que ele foi 'emprestado' dos matemáticos, sendo originário da escola eleática, que tem em Zenão de Eléia (que viveu no início do século V A.C.) um dos mais destacados e cultores do método dialético em filosofia. Como diz Szabó, "eles [os gregos] estavam acostumados ao fato de que, quando um dos contendores de um debate quer provar algo ao outro, deve iniciar com uma asserção que seja aceita por ambos. Essa asserção era chamada de υπουζεσις [hipótese]- o alicerce do debate. Este método foi mantido também na matemática sistemática, a qual baseava-se em sentenças que se acreditava eram aceitas por qualquer um sem prova, e também chamadas hipóteses da matemática. A primeira espécie de tais hipóteses eram as &lt;i&gt;deffnições&lt;/i&gt;, as quais para os gregos eram os limites [contornos] dos conceitos (noções ) usados em matemática, e eram dados sem prova".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(132,0,132)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"Como salienta Szabó, há no entanto outra maneira de entender a palavra 'hipótese' além daquela de considerá-la uma asserção inicial que não é demonstrada, e aceita verdadeira sem prova. Trata-se de uma vê-la como uma asserção que é posta &lt;/span&gt;&lt;i style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;tentativamente&lt;/i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt; para que se possa investigar a sua veracidade. Ambos os usos são encontrados na filosofia grega; o primeiro pode ser visto claramente (como mostra este autor) no diálogo platônico &lt;/span&gt;&lt;i style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;Fedon&lt;/i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt; onde Sócrates fala de seu 'método' de iniciar com uma hipótese e considerar como verdadeiro tudo o que se harmoniza com ela. A forma de se visualizar essa 'harmonia' seria a demonstração ou prova. A segunda acepção é posta no diálogo &lt;/span&gt;&lt;i style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;Teeteto&lt;/i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;, igualmente de Platão (429-348 a.C.), no qual é colocado o problema de se verificar se o nosso conhecimento e nossas percepções sensoriais coincidem. A alegada coincidência é posta como uma hipótese, (na segunda acepção acima), e é mostrada que ela conduz a uma contradição, levando Sócrates a concluir que tal hipótese não pode portanto ser verdadeira. Este tipo de raciocínio, tipicamente filosófico, teria originado o método de prova mais interessante pela matemática grega, o da &lt;/span&gt;&lt;i style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;prova indireta&lt;/i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;, enormemente usado em matemática, como por exemplo pelos pitagóricos para demonstrar a incomensurabilidade da diagonal de um quadrado com o seu lado, e teria origem na filosofia eleática, segundo o mencionado autor.” [2]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Neste texto de Décio Krause, é feito um levantamento histórico da origem do método axiomático. É possível perceber através deste trecho o modo como a demanda natural por debates mais eficazes exigiu, por necessidade, a elaboração e o uso dos princípios elementares. Todavia, diferente do que Chesterton afirmou anteriormente, tais suposições podem assumir tanto o papel de um dogma ao qual não se prova, como uma asserção cuja validade poderá ser refutada pelas suas próprias conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.mathdaily.com/lessons/upload/thumb/c/cc/180px-Hilbert.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.mathdaily.com/lessons/upload/thumb/c/cc/180px-Hilbert.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda não acabou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;”O método axiomático, apesar de ter sido usado por diversos autores importantes, como Arquimedes (287-212 a.C.) e Isaac Newton (1642 - 1727), &lt;b&gt;só adquiriu maturidade no final do século XIX, principalmente devido ao trabalho de matemáticos como David Hilbert (1862- 1943).&lt;/b&gt; Aliás a radical mudança que se deu em relação à interpretação do método axiomático é assunto que nos interessa, motivo pelo qual teceremos algumas considerações a este respeito, ainda que não abordemos em detalhes os aspectos históricos, para os quais remetemos o leitor às nossas referências.”[3]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"&lt;i&gt;Quando estamos investigando os fundamentos de uma ciência, devemos estabelecer axiomas que contenham uma descrição exata e completa das relações que subsistem entre as idéias elementares dessa ciência. Os axiomas assim postos são ao mesmo tempo as definições dessas idéias elementares, e nenhuma afirmativa no domínio da ciência, cuja fundamentação está sendo ensaiada, pode ser considerada correta a menos que possa ser derivada daqueles axiomas por meio de um número finito de passos lógicos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;D. Hilbert, 'Mathematical Problems', 1902.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"Em seu &lt;i&gt;Grundlagen der Geometrie&lt;/i&gt;, de 1899, Hilbert apresenta uma axiomatização (aceita como adequada para os padrões atuais de rigor ) da geometria euclidiana. O importante é que, como veremos abaixo, Hilbert não via necessidade de atribuir conteúdo intuitivo aos conceitos utilizados, como as definições acima referidas pareciam pretender dar; para Hilbert esses conceitos teriam seu papel determinado pelos axiomas da teoria. Este ponto particular fez nascer uma importante polêmica entre o matemático Gotlob Frege (1848-1925) e Hilbert acerca da natureza do método axiomático. &lt;b&gt;Para Frege os conceitos primitivos deveriam ser 'evidentes', intuitivos, ao passo que para Hilbert, a sua interpretação seria independente da sua contraparte formal&lt;/b&gt;. Isso não quer dizer, que Hilbert defendesse que a matemática deveria se tornar um puro jogo combinatorial, destituída de significado, como ficou difundido em tempos recentes. Leo Corry desmente esta interpretação, mostrando que Hilbert jamais abandonara o aspecto intuitivo de uma teoria matemática, e que destacara que a formalização, que grosso modo faria da teoria um tal 'jogo destituído de significado', teria a única função de diminuir ao máximo aspectos intuitivos, como por exemplo a suposição (dada sem prova ) mencionada acima acerca da Proposição I de Euclides de que os círculos se cortam, de forma a poder enfatizar a contraparte lógica, bem como excluir possíveis contradições e asserções supérfluas que se pudessem assertar acerca da teoria. No ano seguinte (1900) Hilbert distinguiu dois modos básicos pelos quais os objetos poderiam ser introduzidos na matemática: o &lt;i&gt;método genético&lt;/i&gt; (ou &lt;i&gt;construtivo&lt;/i&gt;) e o &lt;i&gt;método axiomático&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;(postulacional)&lt;/i&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(132,0,132)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;“Por exemplo, os números reais são introduzidos 'geneticamente' quando são definidos a partir dos racionais (via cortes de Dedekind e sequências de Cauchy, ou outro procedimento equivalente ), sendo os racionais por sua vez dados como certas classes de equivalência de inteiros, e estes como certas classes de equivalências de números naturais, os quais por sua vez podem ser 'construídos' no escopo da teoria dos conjuntos, como conjuntos particulares.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;Axiomaticamente, os números reais são caracterizados pelos axiomas de corpo ordenado completo, estrutura esta que tem os cortes de Dedekind ou certas classes de equivalência de seqüências de Cauchy, por exemplo, como modelos. Do mesmo modo os números naturais podem ser caracterizados pelos chamados axiomas de Peano." [4]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://pdfb.wiredworkplace.net/pub/jjg/code/frege.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://pdfb.wiredworkplace.net/pub/jjg/code/frege.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A partir deste estudo de Krause, foi feito um novo progresso. Se em Chesterton, os princípios elementares são dogmas que não se provam, no pensamento grego os princípios elementares podem ser também uma hipótese para explorar uma idéia cuja conseqüência poderá refutá-la. Já em Hilbert, na medida em que se identificam os princípios elementares como axiomas, estes não precisam estar restritos a qualquer elemento subjetivo. Ou seja, de acordo com Hilbert, não é mais necessário possuir uma justificativa para formular um princípio elementar, estes não estão mais obrigados a estar associados a um juízo intuitivo. Em outras palavras, a auto-evidência de um axioma, em Hilbert é o resultado de uma interpretação que independe de como este axioma foi formulado, o que difere da posição de Frege. Frege, por sua vez, afirma que um axioma precisa ser auto-evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A posição de Hilbert era compreensível, pois este tomou a defesa das Teorias dos Conjuntos de Cantor, cuja formulação, embora fosse bastante útil, estava em desacordo com o que muitos matemáticos consideravam como adequado para se elaborar conceitos matemáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o que seria um axioma auto-evidente ? Hilbert diz que é uma questão de interpretação, Frege, por outro lado, defende que é indispensável. Mas, afinal, como sabemos se um axioma é auto-evidente ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, como será visto adiante, Lukasiewicz tem uma posição completamente diferente de Hilbert, Frege e Chesterton a respeito, não só, do papel que deve ter um princípio elementar, mas possui também uma noção peculiar do que seria um axioma auto-evidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://cs.uni-muenster.de/Professoren/Lippe/lehre/skripte/wwwFuzzyScript/images/Lukasiewicz.jpeg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://cs.uni-muenster.de/Professoren/Lippe/lehre/skripte/wwwFuzzyScript/images/Lukasiewicz.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;&lt;br /&gt;2.2.3. A concepção de Lukasiewicz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"Em primeiro lugar, Lukasiewicz constata que o princípio da não-contradição não pode ser demonstrado com base em sua evidência; com efeito, a 'evidência' em si mesma não constitui critério seguro de verdade. Também resultaria inconseqüente, por outro lado, a tentativa de se derivar o Princípio a partir de nossa estrutura psíquica, uma vez que leis psicológicas apenas são suscetíveis de comprovação através do método experimental, e este não nos autoriza sequer a formular a Lei da não-contradição como princípio válido em primeira aproximação. Uma terceira possibilidade seria, então, procurar deduzir o Princípio da definição de 'negação' ou de 'falsidade'. Se "A não é B" exprime, por exemplo, simplesmente a falsidade de "A é B", para natural concluir que essa definição acarreta o Princípio. Contudo, nos diz Lukasiewicz, isto não ocorre na realidade: mesmo que aceitemos como correta a definição precedente de falsidade, nada impede que as proposições "A é B" e "A não é B" sejam ambas verdadeiras; apenas se impõe, como conseqüência, que a proposição "A é B" é simultaneamente falsa e verdadeira. A Lei da não-contradição envolve a noção de conjunção, e não decorre unicamente da definição de falsidade (ou negação)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"O lógico polonês nos chama a atenção para outra definição de 'verdade' e 'falsidade' que, de uma certa maneira, parece ser mais fecunda que a tradicional: a proposição "A é B" é verdadeira se corresponde a algo objetivo; falsa, em caso contrário. Similarmente, "A não é B" é uma proposição verdadeira se representa vínculo objetivo; falsa, caso tal fato não se dê. Levando-se em consideração tais critérios, nada impede 'a priori' que as proposições "A é B" e "A não é B" sejam ambas verdadeiras, desde que representem situações objetivas.&lt;br /&gt;Lukasiewicz também observa que qualquer defesa do princípio da não-contradição deve, necessariamente, levar em conta o fato de que existem 'objetos contraditórios', como, por exemplo, o Círculo Quadrado de Meinong. Para tais objetos, claro está que o Princípio não é válido. Obviamente o lógico polonês não pressupõe que Aristóteles pudesse ter trabalhado com base em tais considerações, que fazem parte de um acervo de estudos que começou a se desenvolver apenas a partir de meados do século XIX, no esteio do florescimento da lógica simbólica. Entretanto, isso não nos impede de salientar a relevância intrínseca da observação de Lukasiewicz: a existência de 'objetos contraditórios' foi confirmada pelos desdobramentos recentes da lógica, particularmente pela Teoria dos sistemas formais inconsistentes. Podemos hoje atestar a existência de teorias lógico-matemáticas onde aparecem objetos contraditórios e que, por conseguinte, derrogam o princípio da não-contradição. Tendo em vista tais perspectivas, o Princípio não se mostra tão absoluto e intocável quanto poderia parecer à primeira vista. Aliás, Lukasiewicz afirma que, mesmo para Aristóteles, o princípio da não-contradição não poderia ser uma lei suprema, ao menos na acepção de que constitui pressuposição necessária de todos os demais axiomas lógicos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"Citando célebre passagem de Aristóteles nos Analíticos Posteriores (An. Post. A, 11, 77a 10-22), o lógico polonês assevera que o seguinte silogismo seria válido, de acordo com os postulados do Estagirita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B é A (e também não é não-A)&lt;br /&gt;C, que é não-C, é B e não-B&lt;br /&gt;_________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C é A (e não é também não-A)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silogismo anterior é, portanto, válido, embora a lei da não-contradição seja violada. Meus parcos conhecimentos de silogística não me permitem verificar se, de facto, o silogismo proposto por Lukasiewicz é válido ou não no quadro da lógica aristotélica; no entanto, se o lógico polonês estiver correto, será imperativo aceitarmos a existência de leis válidas de raciocínio que independem do princípio da não-contradição.&lt;br /&gt;A questão central a que agora chegamos pode ser apresentada da seguinte forma: existem 'objetos' em relação aos quais estamos certos da vigência do princípio da não-contradição?&lt;br /&gt;Em sua análise, Lukasiewicz irá destinguir três tipos de objetos: 1) os objetos reais; 2) as "abstrações construtivas", livres criações do intelecto, como, por exemplo, os objetos da matemática clássica; 3) as "abstrações reconstrutivas", que são conceitos elaborados para representar coisas reais. No tocante às abstrações construtivas, paradoxos como o que Bertrand Russell (1872-1970) descobriu em 1901, ao considerar a questão do Conjunto de todos os conjuntos que não são membros de si mesmo, indicam que, na maioria dos casos, jamais teremos certeza de que não irão violar o princípio da não-contradição. No que concerne às abstrações reconstrutivas, que bem espelham o realidade objetiva, e aos objetos reais, eles parecem estar protegidos da contradição. Com efeito, parece haver certeza de que não existem contradições diretamente perceptíveis na Realidade, pois as negações correlacionadas a juízos de percepção não são elas mesmas perceptíveis, pelo menos em nossa experiência cotidiana."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"No atual estágio de nosso conhecimento, temos a tendência a admitir como correta a constatação de qualquer contradição 'real' só pode ser 'mediata', resultado de inferências. Por outro lado, no entanto, não podemos esquecer o fato de que, desde os primórdios da filosofia, é recorrente a tese de que o 'movimento' e a 'mudança' necessariamente envolvem contradições (a este respeito, podem ser mencionadas as aporias de Zenão de Eléia). Muito embora essas dificuldades lógicas tenham sido sempre eludidas por meio de esquemas teóricos, posto que decorrem de inferências, não parece haver nenhum prova definitiva de que não existam contradições no 'mundo' objetivo. Portanto, não existe, também, qualquer prova positiva e inequívoca de que o princípio da não-contradição possui plena vigência em relação aos objetos reais e abstrações reconstrutivas. Contudo, na medida em que podemos verificar que o Princípio é 'útil', devemos encará-lo apenas como suposição ou hipótese que norteia e confere forma à indagação científica, regulamentando certas teorizações do Real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Lukasiewicz, pois, o princípio da não-contradição carece de qualquer dignidade lógica a priori; possui, não obstante, um valor ético e 'prático' sumamente importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como enfatiza o lógico polonês, se não aceitássemos a validade do Princípio para as atividades 'práticas', estaríamos sujeitos a toda sorte de problemas. Assim sendo, para a vida ordinária (atividades comunicativas, sociais, etc.), como Aristóteles já havia assinalado, o princípio da não-contradição constitui pressuposto fundamental. Todavia, é necessário sublinhar que imprescindibilidade prático-ética do Princípio é matéria totalmente distinta de sua validez lógico-teórica. A conclusão de Lukasiewicz a este respeito não deixa de ser assaz perturbadora: a necessidade de se reconhecer como 'válida' a lei da não-contradição é tão somente um sintoma da imperfeição ética e intelectual do Homem."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(132,0,132)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"O lógico polonês sustenta que Aristóteles percebeu a importância prático-ética do princípio da não-contradição, mesmo que tal constatação não tenha sido claramente formulada em sua obra. Numa época em que o declínio político da Grécia já era patente, o Estagirita tornou-se o fundador e principal promotor de um trabalho filosófico-científico sistemático e de grande rigor. É muito provável que o filósofo grego, especula Lukasiewicz, encarasse todo esse esforço intelectual como um instrumento poderoso para a futura grandeza de sua nação. A negação do Princípio, por conseguinte, deixaria livre o caminho para toda a sorte de falsidades e incertezas, abalando as então frágeis estruturas da investigação científica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;Concluindo seu artigo, Lukasiewicz argumenta que Aristóteles, talvez justamente por ter percebido a fraqueza e a inconsistência de seus postulados, mas tendo plena consciência da importância 'prática' que ela envolvia, acabou por estabelecer o princípio da não-contradição como fronteira última que não poderia ser ultrapassada por um discurso racional."[5]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/junho2003/imagens/215pag11b.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/junho2003/imagens/215pag11b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Até aqui, foi possível acompanhar os diversos pontos de vista sobre os princípios elementares. Se em Chesterton os princípios elementares são dogmas que não se provam, não importando se são auto-evidentes ou não, para Hilbert, a auto-evidência é uma interpretação que não deve influir na formulação dos axiomas, posição essa que Frege discorda, pois assume que os axiomas precisam ser auto-evidentes.&lt;br /&gt;Contudo, ainda existe uma posição completamente diferente de tudo que tem sido proposto até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que Lukasiewicz defende que até mesmo os axiomas auto-evidentes, considerados mais irrefutáveis, como o princípio da não-contradição, seria na verdade, refutável, e com isso chegou-se ao extremo oposto daquilo que foi afirmado inicialmente: Ao contrário de Chesterton, ao qual afirma que os princípios elementares são dogmas que não se provam, Lukasiewicz diz que até mesmo o princípio da não contradição é refutável e que o conceito de auto-evidência não passa de uma ilusão psicológica por motivos morais. A participação de Chesterton nesta exposição possui inclusive um significado adicional. É que, confirmando num certo sentido as palavras de Lukasiewicz, ele entende haver uma conexão entre moral e verdade, algo que este último nega e aponta, inclusive, como a causa da impressão geral de se achar que o princípio da não contradição é uma verdade necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o leitor neste momento pensa que o assunto foi esgotado, que já foi dito tudo que é concebível para ser dito sobre os princípios elementares, os axiomas, engana-se. Por incrível que possa parecer, ainda existe algo dizer. Este algo é a resposta que Olavo deu aos argumentos de Lukasiewicz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://midiasemmascara.org/images/articles/Olavo%20Carvalho.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 80px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://midiasemmascara.org/images/articles/Olavo%20Carvalho.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;2.2.4. A concepção de Olavo de Carvalho.&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"O princípio de identidade é de ordem metafísica e sua contestação, para valer, tem de ser metafisicamente válida. A de Lukasiewicz não é nem pretende ser. Ela pretende apenas demonstrar que na lógica construtivista podemos lidar com objetos contraditórios (coisa que Aristóteles não apenas não contesta, mas afirma resolutamente), e obviamente todos os objetos dessa lógica existem apenas como definições hipotéticas e não têm o mínimo alcance metafísico. A possibilidade de construir raciocínios contraditórios é a base mesma da dialética de Aristóteles, mas Aristóteles jamais cairia na esparrela de confundir a &lt;i&gt;ratio arguendi&lt;/i&gt; com a &lt;i&gt;ratio essendi&lt;/i&gt;."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"Quando Lukasiewicz afirma que "existem" objetos contraditórios, a palavra "existência" é aí usada para designar a mera possibilidade de uma coisa ser logicamente construída. É um erro tão primário que não mereceria atenção, se não fosse pela elegante linguagem lógica que o encobre.&lt;br /&gt;Toda a argumentação de Lukasiewicz destinada a impugnar o princípio de identidade subentende a identidade das proposições e conceitos que a expressam. Este é o típico caso de uma regra geral que tenho adotado como critério para o exame crítico de teorias filosóficas: quando o fato mesmo de uma teoria ser enunciada desmente o conteúdo dessa teoria, a teoria pode ser descartada como simples caso de confusão mental. Quando Lukasiewicz afirma que as proposições "A é B" e "A não é B" podem coexistir logicamente, ele não apenas não distingue entre coexistência "in re" e "in verbis" (distinção que está fora do alcance do puro construtivismo), como também subententende como constantes e idênticas a si mesmas as definições de A e de B, pois, se lhes aplicasse o mesmo princípio da coexistência dos contraditórios que acaba de afirmar, não teria duas e sim quatro definições, e assim por diante indefinidamente, o que mostra que sua pretensa contestação do princípio de identidade dá por pressuposta a validade desse mesmo princípio, apenas mostrando que sua negação é pensável, porém pensável, precisamente, como autocontradição que se automultiplica indefinidamente. Toda essa confusão nasce do mau hábito de cortar as ligações da lógica com a ontologia, obtendo uma lógica de pura invenção construtivista da qual se tiram, em seguida conclusões que pretendem ser ontologicamente válidas, introduzindo subrepticiamente no discurso termos como "existência". Tudo isso é de uma burrice sem par, aliada a uma formidável malícia."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(132,0,132)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"Dizer, por exemplo, que a noção de identidade envolve a noção de conjunção, é coisa válida em pura lógica construtivista, mas não em metafísica. Na identidade de um ser consigo mesmo não há conjunção nenhuma. A conjunção entra em jogo apenas na construção da proposição lógica que traduz essa identidade para o microcosmo verbal. Atribuir, retroativamente, à identidade do ser as qualidades formais da proposição que o designa é o mesmo que pentear, em vez dos próprios cabelos, a sua imagem no espelho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;É verdade que Lukasiewicz admite a distinção entre validade lógica e ontológica, mas, na medida em que ele admite também uma lógica não-ontológica que ao mesmo tempo possa servir de critério de veracidade nas ciências, essa admissão fica sem efeito, de modo que ele pode continuar a tirar impunemente conclusões ontológicas de puros formalismos construtivos. Enfim, é uma confusão dos diabos.” [6]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ao longo deste texto, Lukasiewicz é refutado duplamente: a) ao mostrar precisamente onde foram cometidos os erros em seu argumento de impugnar o princípio da não-contradição b) ao identificar propriedades tais nos axiomas auto-evidentes, que permitem até mesmo que estes sejam distinguidos das outras fórmulas, fundamentando inclusive, o princípio da não-contradição, algo que Lukasiewicz não acreditava ser possível porque provavelmente não tentou imaginar um meio de fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à refutação “a)”, os erros de Lukasiewicz podem ser divididos em três grupos: confundir a lógica com a dialética, assumir como válido o pressuposto que pretende negar e confundir a representação de uma coisa com a própria coisa representada, abordando formalmente ambas como se tudo fosse uma coisa só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente o pensamento dialético que justifica a existência de objetos contraditórios, na medida em que estão numa situação intermediária onde suas definições ainda estão sendo depuradas pelos argumentos opostos. A utilidade de um objeto assim, se compreende quando a sua concepção é entendida como um estado qualquer de um progresso no discurso que posteriormente terá suas inconsistências resolvidas, e desta forma deixará de ser um objeto contraditório, para ser um objeto logicamente válido. Considerando isso, o valor dialético de um objeto contraditório, conforme vai justificando sua utilidade no discurso, acaba por ser tomado como um objeto logicamente válido porque o papel que este assume enquanto parte integrante de uma linha de argumentação, passa a receber equivocadamente a mesma legitimidade que se atribui a uma etapa de um raciocínio lógico. Em particular, o paradoxo de Russel, ao invalidar a Teoria Conjuntos como formulada por Cantor, ao mesmo tempo em que tais conjuntos eram um instrumento eficaz para o desenvolvimento da matemática, não favoreceu a legitimidade de objetos não-contraditórios. O verdadeiro significado do Paradoxo de Russel, é que este apenas indicou que o objeto matemático identificado com o Conjunto de Cantor, ainda estava em fase se depuração dialética que terminou por ser concluída, até onde se sabe, na proposta axiomática de Zermelo-Fraenkel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao segundo grupo da refutação “a)”, fica mais claro perceber que o pressuposto que se pretende negar é assumido, quando é analisado uma parte do seguinte silogismo de Lukasiewicz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;B é A (e também não é não-A)&lt;br /&gt;C, que é não-C, é B e não-B&lt;br /&gt;_________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C é A (e não é também não-A)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando a fórmula “C, que é não-C, é B e não-B”, é possível abstrair uma mensagem subtendida que afirma que o mesmo C que é definido como sendo não-C, é igual ao C que também é definido como sendo B e em seguida pode ser identificado com o C que é assumido como não-B. Se qualquer um dos C’s citados deixa de ser igual a algum outro C que está incluído na fórmula analisada, violando o princípio da não contradição, então a inferência seguinte não pode ser realizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ultimo, existe uma associação que está implícita nos argumentos de Lukasiewicz, que é a de tomar as afirmações que são feitas para as relações algébricas da lógica proposicional, e assumi-las como portadora de significado ontológico. É esta postura que tornou plausível a Lukasiewicz fazer manipulações simbólicas, que se formalmente justificariam a negação do &lt;i&gt;princípio da não-contradição&lt;/i&gt;, por outro lado, ao se levar em conta o que cada passo da argumentação significa, o resultado seria uma reflexão impossível. Este mesmo erro Lukasiewicz vai tornar mais evidente ao dizer “que a noção de identidade envolve a noção de conjunção”, pois “é coisa válida em pura lógica construtivista, mas não em metafísica. Na identidade de um ser consigo mesmo não há conjunção nenhuma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o filósofo Olavo não só demoliu os argumentos de Lukasiewicz. Ele foi adiante e mostrou uma coisa inédita para a maioria dos livros de lógica: que os axiomas auto-evidentes possuem uma propriedade específica que permite distingui-los das outras espécies de formulações lógicas, e que, portanto, não são auto-evidentes por interpretação ou pragmatismo moral, mas são auto-evidentes por um motivo que pode ser detectado mediante o manuseio das fórmulas lógicas !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.filosofia.eu.org/photos/eisenstaedt_alfred_Bertrand%20Russel_L.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.filosofia.eu.org/photos/eisenstaedt_alfred_Bertrand%20Russel_L.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O método de verificação de Olavo de Carvalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"1. "Eu estou aqui": Esta proposição é auto-evidente sempre que proferida por um sujeito a respeito de si mesmo, não é tautológica e é unívoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Sua contraditória, "Eu não estou aqui" significa "Não sou eu quem está aqui", ou "Este lugar não é aqui"? Sendo impossível decidir, a proposição é ambígua, e portanto "Eu estou aqui" é auto-evidente."[7]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, um axioma é auto-evidente porque ao se gerar uma nova fórmula mediante a sua negação, o resultado será uma expressão dúbia incapaz de determinar o que, no axioma original, está sendo negado. Podemos imaginar, para a sentença “Eu estou aqui”, a sua negação sob forma de um cenário em que alguém aponta para um quadro que representa uma pessoa e uma paisagem e diz: “eu não estou aqui”. É a paisagem que não representa o lugar onde ela está ou é a pessoa pintada que não é ela ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testando o método de Olavo no &lt;i&gt;princípio da não-contradição&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(132,0,132)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;”1. O princípio de identidade A = A é auto-evidente, não porque tal nos pareça ou porque tenhamos um sentimento de certeza de que é auto-evidente, mas porque sua contraditória, A ¹ A, tem duplo sentido: se A ¹ A, o sujeito da proposição não é igual ao seu predicado, mas, sendo a proposição reversível — o predicado tornando-se sujeito, e o sujeito predicado —, temos então dois sujeitos diferentes, que são ambos sujeitos da mesma proposição: A1 ¹ A2. Logo, a sentença A ¹ A não é unívoca e não pode ser unívoca, donde se patenteia que A = A é auto-evidente."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"2. A objeção tola de que essa demonstração por sua vez dá por pressuposto o princípio de identidade cai ante a verificação de que a objeção também o dá por pressuposto. O propósito aliás não é aqui "demonstrar" o princípio de identidade mas sim demonstrar a impossibilidade de sua negação unívoca."[8]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ou seja, um axioma é auto-evidente porque ao se gerar uma nova fórmula mediante a sua negação, o resultado será uma expressão dúbia incapaz de determinar o que, no axioma original, está sendo negado. Podemos imaginar, para a sentença “Eu estou aqui”, a sua negação sob forma de um cenário em que alguém aponta para um quadro que representa uma pessoa e uma paisagem e diz: “eu não estou aqui”. É a paisagem que não representa o lugar onde ela está ou é a pessoa pintada que não é ela ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aquele que tem acompanhado tudo desde o início, comparando cada um dos comentários que se referiam ao conceito de auto-evidência, irá perceber uma abordagem inovadora pelo filósofo Olavo de Carvalho. Chesterton entende como um dogma que não se prova, Hilbert o considera como uma questão de interpretação e Frege defende a sua necessidade. Mas é o filósofo Olavo que propõe um método para obter uma espécie de prova indireta, onde a falsidade da proposição se manifestaria por meio de uma expressão incomunicável, ambígua, cujo significado é dúbio e não permite meios para determinar o quê, especificamente, está sendo dito. Jamais se encontrou em alguma publicação, algo mostrando um esquema que sirva de critério para abstrair uma propriedade específica dos axiomas auto-evidentes, e principalmente, que revele no &lt;i&gt;princípio da não- contradição&lt;/i&gt;, uma característica singular fazendo de sua natureza auto-evidente algo de concreto e não apenas uma impressão subjetiva.&lt;br /&gt;Axiomas auto-evidentes são aqueles que quando negados resulta numa forma de indefinição, uma ruptura entre o sujeito e o objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.wellesley.edu/Philosophy/Images/kant.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.wellesley.edu/Philosophy/Images/kant.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;2.2- Olavo e a Teoria do Sujeito-Objeto.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo Olavo de Carvalho explicou que a ambigüidade resultante da negação dos axiomas auto-evidentes é um efeito da ruptura entre o sujeito e o objeto. Ocorre que para o filósofo, este efeito não é somente uma curiosidade lógica, mas o sintoma de uma degradação do pensamento filosófico moderno, que ao repetir a ruptura manifestada pela negação dos axiomas auto-evidentes, acaba mostrando ser no fundo tão inconsistente quanto qualquer formula lógica trivialmente absurda, portando inclusive, o sinal inconfundível de todas as contradições. Além disso, na medida em que a defesa da consciência individual é identificada com a preservação da unidade desta mesma consciência, onde, por sua vez, é representada pela unidade do sujeito, do “eu”, unidade esta que se projeta no pressuposto assumido pelo &lt;i&gt;princípio da identidade&lt;/i&gt;, o pressuposto que no fim das contas foi abandonado na postura subjetivista da filosofia moderna, sendo este o verdadeiro significado da fraqueza que estaria na raiz de suas nefastas conseqüências; fica caracterizada uma concepção filosófica originalíssima que propõe a existência de um conjunto de nexos que em nenhum outro livro ou publicação no Brasil será, ao menos, sugerido: a da unidade da consciência com a unidade do eu, a unidade do eu com o &lt;i&gt;princípio da identidade&lt;/i&gt;, o &lt;i&gt;princípio da identidade&lt;/i&gt; com a integridade da relação entre o sujeito e o objeto, e a ruptura da relação entre o sujeito e objeto com a fraqueza epistemológica das filosofias modernas[9].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São quatro, os nexos relatados acima. Mas existe um quinto nexo que pode ser encontrado entre esta ruptura da unidade do sujeito-objeto com o conceito por ele criado chamado de &lt;i&gt;paralaxe cognitiva&lt;/i&gt; . A &lt;i&gt;paralaxe cognitiva&lt;/i&gt;, um conceito criado pelo filósofo que pode ser definido como “o deslocamento entre o eixo da concepção teórica e o da perspectiva existencial concreta do pensador”[10] em que “as próprias condições existenciais nas quais a teoria brotou e se desenvolveu trazem o desmentido completo do conteúdo da teoria”[11], seria um sintoma de uma patologia espiritual que tem como causa o desdobramento da falha teórica em conceber a possibilidade de conhecimento por meio da separação do sujeito com o objeto, um conseqüência previsível da tendência de se separar o objeto observado de seu foco de observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://dienekes.angeltowns.net/pictures/ancientgreekmen/aristoteles.JPG"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://dienekes.angeltowns.net/pictures/ancientgreekmen/aristoteles.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;2.3- Olavo e a filosofia aristotélica&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo este quadro característico da degradação do pensamento moderno, segundo a tese de Olavo de Carvalho, é especialmente pertinente com a sua interpretação, também original, do papel que o aristotelismo ocupou no desenvolvimento da filosofia grega. A relação entre a doença de espírito e a atitude intelectualmente irresponsável dos sofistas, fica evidente quando em sua apostila é ressaltada a inspiração médica que motivou as teorias de Aristóteles, que teria tomado como seu modelo orientador, o conceito de um organismo vivo, daí se chamar &lt;i&gt;Organon&lt;/i&gt; a coleção que reúne seus trabalhos. A unidade de conjunto que permite o funcionamento saudável do organismo serve de referência a uma busca de unidade no conhecimento, e este ideal de unidade servirá por sua vez, de diagnóstico para a crescente incoerência da mentalidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um outro motivo justifica a leitura de Olavo de Carvalho, em seus estudos filosóficos, é a sua capacidade de realizar explicações engenhosas sobre vários aspectos implícitos ou obscuros do tema. Um exemplo disso pode ser lido aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.biografiasyvidas.com/monografia/aristoteles/fotos/aristoteles_academia.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.biografiasyvidas.com/monografia/aristoteles/fotos/aristoteles_academia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;“Em Sócrates, a divisão entre o aspecto existencial e o conceptual era apenas técnica; era um artifício através do qual Sócrates tentava apreender um aspecto mais valioso da realidade, digno de ser investigado. Em Platão, esse aspecto separado por Sócrates é enfatizado como sendo ele mesmo a realidade, ao passo que o aspecto existencial, acidental e transitório é visto como uma espécie de tecido de aparências que nos oculta a verdadeira realidade. A passagem de Sócrates para Platão é bastante nítida; é uma diferença quase abissal. Uma coisa é dizer que vale mais a pena olhar a realidade por determinado aspecto por ser ele mais revelador; outra coisa é dizer que este aspecto é que é real e que o outro é, se não totalmente falso, pelo menos parcialmente ilusório."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(132,0,132)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"Podemos resumir tudo dizendo que em Sócrates a divisão dos dois mundos ou aspectos tinha um sentido metodológico, ou gnoseológico, e em Platão passa a ter um alcance ontológico. &lt;/span&gt;&lt;b style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;Um preceito metodológico ensina como você deve investigar as coisas; um princípio ontológico estabelece como as coisas realmente são...&lt;br /&gt;Muitas vezes, na história do pensamento e na história das ciências, aconteceu que preceitos metodológicos se transformaram em leis ontológicas&lt;/b&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;.”[12]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Que pensador é tão ousado a ponto de fazer uma descrição precisa do modo como a epistemologia aristotélica superou a platônica ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceba o leitor como este trecho abaixo demonstra uma capacidade de conceber um nexo entre tantos detalhes minuciosos, ao contrário de muitos autores que acreditam que o conhecimento deve ser expresso como uma coleção enciclopédica de dados incoerentes. Costurando idéias e personalidades que vão desde Platão, passando por um historiador da arte até Jung, existe uma tese única e singular que é diferente de todo tipo de concepção estereotipada que é comum em apostilas universitárias e artigos acadêmicos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://images.amazon.com/images/P/1566631777.01._SCLZZZZZZZ_.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://images.amazon.com/images/P/1566631777.01._SCLZZZZZZZ_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;“A doutrina dos dois mundos é quase um tendência natural do espírito humano. Hoje vemos, dois mil e tantos anos depois de Platão, que certo platonismo já aparecia na arte do homem das cavernas. Isto foi destacado por um grande historiador da arte, chamado Wilhelm Worringer. Ele observou que o homem primitivo, longe de ser um cidadão perfeitamente integrado na natureza, sentindo-se perfeitamente bem ali, é, ao contrário, um ente aterrorizado pela natureza imensa que o cerca, cheia de imprevistos e ameaças incompreensíveis. Por isso mesmo, a arte dos povos primitivos, longe de ser uma arte naturalista, uma arte que retrate a natureza com toda a sua variedade de formas e cores e seres, é uma arte simplificadora, uma arte geométrica, que expressa um impulso abstrativo muito intenso. Worringer explica assim este estilo de arte: quando o mundo real nos parece demasiadamente complicado ou ameaçador, tendemos a nos refugiar num domínio intelectual puro, para podermos encontrar dentro dele os princípios de organização simplificadora, com os quais mais tarde voltaremos a tentar nos instalar no mundo externo. Como você não está entendendo o que se passa fora, recua para organizar os próprios pensamentos. Depois de os ter organizado, volta à ação exterior. Ora, uma arte de ornamentação puramente geométrica é o que se observa em praticamente todas as sociedades tribais; e uma arte naturalista, na qual o artista se deleita em copiar as formas da natureza, só aparece nas sociedades organizadas, na &lt;i&gt;polis&lt;/i&gt;. O naturalismo, a curtição da natureza, são próprios do homem civilizado, e não do primitivo. Para este a natureza é um caos, porque ele não tem poder sobre ela."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(132,0,132)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"A partir da hora em que consegue organizar o pensamento humano, e em consequência, a sociedade, coloca uma hierarquia, coloca todo mundo para trabalhar, monta as cidades, cria sistemas de produção e defesa, e afinal sente-se mais seguro e face desta natureza, então sim os aspectos terrificantes dela são atenuados e começam a aparecer os aspectos estéticos. A beleza da natureza só é visível depois que você está a uma boa distância dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;Esta arte primitiva tem também um sentido religioso, ritual, de modo que as formas puramente geométricas expressam um realidade que, não sendo visível neste mundo, não estando na natureza, é no entanto superior a ele, e na qual o homem se sente protegido contra o caos exterior. Expressa um mundo de relações puramente espirituais, angélicas. São símbolos, signos mágicos ou religiosos. Podemos ver nestes fenômenos descritos por Worringer uma espécie de platonismo primitivo, e aí entenderíamos o platonismo não apenas a filosofia de um certo cidadão, mas como uma tendência constante do espírito humano, e que reaparece sempre que a situação fica caótica e o homem, não conseguindo entender o que se passa, procura em primeiro lugar reordenar o seu mundo interior. Por isto dizia Alain que Platão é o filósofo bom para os que estão em dificuldades interiores, ao passo que Aristóteles é para os cientistas e pesquisadores do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;Num outro contexto completamente diferente, Carl-Gustav Jung, que não levo muito a sério como teórico mas cujas observações clínicas são primorosas, notou que sonhar com objetos geométricos acontece na hora em que a &lt;/span&gt;&lt;i style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;anima&lt;/i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt; está dialogando com o superego ( &lt;/span&gt;&lt;i style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;anima&lt;/i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt; é a parte da psique que congrega desejos, aspirações de felicidade; superego é senso imanente de autoridade, legalidade interna ), no sentido de obter autorização para fazer alguma coisa que ela deseja. Na hora e que se estabelece este diálogo que visa reordenar a relação entre as leis e os desejos, é que o sujeito começa a sonhar com figuras geométricas."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.mundocultural.net/rupestre/cueva-img/signo-s.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.mundocultural.net/rupestre/cueva-img/signo-s.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(132,0,132)"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;"O geometrismo expressa um princípio de reorganização da mente. Por um motivo muito simples: o geométrico forma uma espécie de ponte entre o puramente matemático e o sensível. As matemáticas começam a se desenvolver primeiro pela geometria e só depois chegam à aritmética pura. No tempo de Platão, a geometria já estava bastante desenvolvida e a aritmética só começa a caminhar uns quatro séculos depois. É mais fácil raciocinar matematicamente com figuras geométricas do que com números abstratos. O geometrismo aparece como um diálogo, uma intermediação entre a parte sensível e a parte inteligível, ou como diria Jung, entre a &lt;/span&gt;&lt;i style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;anima&lt;/i&gt; e o &lt;i style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;superego&lt;/i&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;O geometrismo é um recuo para uma reorganização interior, um rearranjo entre as exigências da alma humana e o senso de ordem, hierarquia lógica, realidade firme, etc. Visto assim, o platonismo não é a filosofia de Platão, mas um tendência que reaparece a todo momento, sempre que o homem sente a necessidade de refluir desde um situação exterior caótica até um princípio espiritual, interno, invisível ou transcendente de organização. E se é assim, sempre que houver uma situação de caos social, intelectual, moral, ressurgirá algum platonismo, ou seja, uma divisão do mundo em dois estratos, dando mais atenção ao estrato superior interno, representado em geral por figuras e relações de tipo geométrico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(51,255,255)"&gt;Veremos isto às portas da Renascença, época de muito caos, de dissolução da unidade da civilização cristã, e onde indivíduos mais sensíveis, como Kepler, sentem a necessidade de restaurar a doutrina platônica sob as formas geométricas do cosmos. Segundo Kepler, haveria entre as distintas esferas planetárias as mesmas relações que existem na sequência dos sólidos geométricos platônicos. O desejo de encontrar na realidade externa um princípio geométrico é um desejo de ordenação.”[13]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cerebromente.org.br/n10/opiniao/cairasco/davinci.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 160px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.cerebromente.org.br/n10/opiniao/cairasco/davinci.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;2.4- Olavo e a Teoria dos Quatro Discursos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Livro &lt;i&gt;Simetria Perfeita&lt;/i&gt; do físico Heinz Pagels, é narrado a estória do William Herschel, o maior astrônomo do século XVIII, que teria começado a sua carreira como jovem músico tocador de oboé, uma tipo de flauta muito comum em orquestras. Num momento qualquer da narrativa, é destacado o modo como as experiências musicais de Herschel teriam lhe ajudado em seu novo interesse pela astronomia: “Ajudado pela irmã Caroline, e pelo irmão, Alexander, fabricou um óptimo telescópio de reflexão numa fundição que construiu em casa. Sem dúvida que a habilidade para os instrumentos musicais lhe foi muito útil na construção do instrumento de precisão. Com auxílio do telescópio, descobriu um novo planeta – Urano -, que, inicialmente julgou ser um cometa.”[14]. Em outra parte desta mesma narrativa pode ser encontrado o seguinte: “A paixão pela ciência e a paixão pela música eram movidas pelo mesmo desejo: dar realidade à beleza de uma imagem do mundo.”[15].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é um exemplo de conexão entre duas atividades humanas que não são consideradas relacionadas uma com a outra, mas cujo nexo foi sugerido por se suspeitar que de alguma forma, existe uma relação entre ambas. Se este conceito não passava de uma trivialidade subjetiva, superficial, na &lt;i&gt;Teoria dos Quatro Discursos&lt;/i&gt; ganha contornos filosóficos mais precisos, quando este estudo emerge sob forma de uma concepção aristotélica, que numa ótica inovadora, o velho legado do estagirita deixa de ser um coleção de trabalhos individuais para se constituir numa teoria unificada do conhecimento[16].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a grande novidade, é que ao estabelecer vínculos entre as várias modalidades do pensamento humano - Poética, Retórica, Dialética e Analítica (lógica ) - , é revelado um histórico do desenvolvimento da criatividade intelectual que permite um grau de compreensão da gênese do saber como jamais foi abordado por qualquer dos filósofos da ciência que atualmente são lidos e celebrados. Cada discurso serve de degrau para a concepção do discurso seguinte, este é o segredo. E a explicação deste segredo fornece o entendimento para um novo sentido de coerência que explica toda a trama: a estrutura da obtenção do conhecimento – a unidade aristotélica dos quatro discursos que é o modo natural de se conhecer -, se torna uma sabedoria perdida porque em algum momento na história do mundo, a mentalidade social passou a optar pela anulação da consciência, que com o tempo foi se expressando na evolução da idéias sob forma de ruptura do sujeito com o objeto, ruptura esta que é representada pelo formalismo lógico através da violação do &lt;i&gt;princípio da identidade&lt;/i&gt;, que por sua vez está na raiz do sintoma da degradação progressiva da filosofia, cujo resultado final é a burrice humana transformada em ideologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.lepanto.com.br/Imagens/comun9.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.lepanto.com.br/Imagens/comun9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] &lt;a href="http://www.chesterton.org/gkc/philosoph"&gt;http://www.chesterton.org/gkc/philosoph&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.chesterton.org/gkc/philosoph"&gt;er/v1n6.gkcessay.hm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="itembox"&gt;&lt;br /&gt;[2] KRAUSE, Décio –&lt;i&gt;Introdução aos fundamentos axiomáticos da ciência&lt;/i&gt;. São Paulo: E.P.U. (Editora Pedagógica e Universitária), 2002, p. 3-4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro pode ser baixado por este link:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://helioxadrez.4shared.com/" target="_blank"&gt;http://helioxadrez.4shared.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] KRAUSE, Décio –&lt;i&gt;Introdução aos fundamentos axiomáticos da ciência&lt;/i&gt;. São Paulo: E.P.U. (Editora Pedagógica e Universitária), 2002, p. 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] KRAUSE, Décio –&lt;i&gt; Introdução aos fundamentos axiomáticos da ciência&lt;/i&gt;. São Paulo: E.P.U. (Editora Pedagógica e Universitária), 2002, p. 6-7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] O texto integral pode ser encontrado no seguinte link: &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/identidade.htm"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/identidade.htm&lt;/a&gt;&lt;wbr&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/identidade.htm"&gt;s/identidade.htm&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[6] &lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;Idem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;[7] &lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;Idem&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[8] Idem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/sujobj.htm"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/sujobj.htm&lt;/a&gt;&lt;wbr&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/sujobj.htm"&gt;s/sujobj.htm&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[10] &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/02152003globo.htm"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/semana/02152003globo.htm&lt;/a&gt;&lt;wbr&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/02152003globo.htm"&gt;2152003globo.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[11] &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/060424dc.html"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/semana/060424dc.html&lt;/a&gt;&lt;wbr&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/060424dc.html"&gt;60424dc.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[12]&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/pensaris3_1.htm"&gt; &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/pensaris3_1.htm"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/pensaris3_1.htm&lt;/a&gt;&lt;wbr&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/pensaris3_1.htm"&gt;s/pensaris3_1.htm&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Propus uma explicação, por sua vez, sobre o porquê desta tendência “em que preceitos metodológicos se transformaram em leis ontológicas”: este equívoco é inspirado pelos procedimentos matemáticos, onde os preceitos metodológicos e juízos ontológicos acabam sendo uma coisa só. O conjunto total de passos para obter a solução de uma equação, e a solução desta mesma equação, freqüentemente são tratados como se fosse uma coisa única, uma indistinção que se justifica na maioria dos casos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[13]&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/pensaris3_1.htm"&gt; &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/pensaris3_1.htm"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/pensaris3_1.htm&lt;/a&gt;&lt;wbr&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/apostilas/pensaris3_1.htm"&gt;s/pensaris3_1.htm&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;[14] PAGEL, Heinz R. &lt;i&gt;Simetria perfeita&lt;/i&gt;. Trad: Henrique Leitão e Paulo Ivo Teixeira, Gradiva. Lisboa,1985. pp. 25&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[15] Idem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[16] &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/livros/4discursos.htm"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/livros/4discursos.htm&lt;/a&gt;&lt;wbr&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/livros/4discursos.htm"&gt;discursos.htm&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hélio Rodrigues Pereira&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30410660-7498692176404725546?l=heliopereiriano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/feeds/7498692176404725546/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30410660&amp;postID=7498692176404725546' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/7498692176404725546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/7498692176404725546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/2007/03/olavo-e-newton-parte-i-ndice-prefcio-1.html' title=''/><author><name>HelioPereiriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16025553291204879990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/moldurahelio5.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_XCapnUQJsrg/RxoteJa0bvI/AAAAAAAAAFE/xwv6cWcXKwI/s72-c/ATcAAADjlOXmwnlgArY0nd_yKeIG-IIzTaSKTVKg_mQUid416eq9UT5U1qQQatKB3HIOMV93c2WkmyoyROzDNnWlvZtnAJtU9VATkdEt8wr7wm0inUhSQEmUZbY1SQ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30410660.post-115786411883954412</id><published>2006-09-09T21:51:00.000-07:00</published><updated>2006-09-09T22:12:23.646-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p  style="font-weight: bold;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Deserção Justa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Hélio Rodrigues Pereira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p face="arial" class="MsoNormal"&gt;Tentando convencer os leitores da malignidade do exército americano, o jornalista da Isto É Osmar Freitas Jr. escreve um artigo comentando a deserção de 5,5 mil soldados, e acrescenta a seguir o depoimento de duas testemunhas somente para induzir que todas estas deserções foram por motivos de consciência devido às supostas atrocidades cometidas no Iraque, quando então ele encerra com a frase “para muitos soldados não falta coragem, sobra consciência”.&lt;/p&gt;  &lt;p face="arial" class="MsoNormal"&gt;Das duas testemunhas, uma se refere à recruta Suzanne Swift, que se foi uma vítima da perversidade de seus colegas de maneira nenhuma representa qualquer indício de uma ordem superior para massacrar quem quer que seja. &lt;/p&gt;  &lt;p face="arial" class="MsoNormal"&gt;O outro se refere a Ricky Clousing, desertor desaparecido por meses antes de ressurgir com uma estória que não é confirmada por ninguém mais, além dele próprio. &lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Que o uso de evidencias assim possa concluir numa idéia de deserções em massa em protesto contra “atrocidades” no Iraque, não é nenhuma surpresa vindo de alguém como o jornalista Osmar Freitas Jr, afinal, sua reputação já é conhecida desde que sua entrevista inexistente com o Woody Allen foi descoberta como sendo copiada do blog Suicide Girls. (Vejam &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ciscocosta.com/filisteu/?p=1105"&gt;http://ciscocosta.com/filisteu/?p=1105&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e o &lt;a href="http://www.insanus.org/martelada/"&gt;http://www.insanus.org/martelada/&lt;/a&gt; &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;).&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A surpresa é constatar que a frase supostamente dita por Ricky Clousing “Fui interrogado em um centro de detenção onde até crianças de 12 anos foram &lt;b style=""&gt;torturadas e mortas&lt;/b&gt;” não se encontra em qualquer fonte jornalista conhecida, parecendo ter saído totalmente da imaginação do Sr. Osmar Freitas Jr. Ao contrário, a única expressão que aparece em todas as fontes consultadas, inclusive na do Michael Moore com sua habitual criatividade, é esta: “disse ter visto o exército deter quatro irmãos sendo que o mais jovem tinha 12 anos”.&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Se existe uma “deserção justa” é a dos leitores em relação ao jornalismo brasileiro.&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Confira o artigo:&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.terra.com.br/istoe/"&gt;http://www.terra.com.br/istoe/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;Versão do Michael Moore&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.michaelmoore.com/words/latestnews/index.php?id=7642"&gt;http://www.michaelmoore.com/words/latestnews/index.php?id=7642&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Outras versões&lt;/p&gt;    &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;a href="http://www.democracynow.org/article.pl?sid=06/08/31/144247"&gt;http://www.democracynow.org/article.pl?sid=06/08/31/144247&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;a href="http://www.examiner.com/a-215403%7EArmy_War_Objector_Returns_to_Base.html"&gt;&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;http://www.examiner.com/a-215403~Army_War_Objector_Returns_to_Base.html&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30410660-115786411883954412?l=heliopereiriano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/feeds/115786411883954412/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30410660&amp;postID=115786411883954412' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115786411883954412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115786411883954412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/2006/09/desero-justa-hlio-rodrigues-pereira.html' title=''/><author><name>HelioPereiriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16025553291204879990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/moldurahelio5.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30410660.post-115766036174027816</id><published>2006-09-07T13:17:00.000-07:00</published><updated>2006-09-07T16:40:05.316-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:180%;"  &gt;Versões, Fatos e Mentiras&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hélio Rodrigues Pereira&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As grandes revoluções dramáticas do passado são entendidas pelo senso comum como fenômenos claramente reconhecíveis, precedidos por ampla divulgação que anuncia a todos a verdadeira natureza dos acontecimentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A leitura superficial fornecida pelos livros de história incute-nos esta impressão, de que a ascensão do nazismo e a revolução cubana, entre outras coisas, já nasceram devidamente identificadas, sugerindo que tais propósitos fossem didaticamente explicados pelos seus líderes nos meios de comunicação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A verdade é que Hitler não avisou aos alemães que iria fazer a guerra ou exterminar os judeus em seus discursos de campanha, e Castro muito menos avisou publicamente que possuía ideais comunistas. Ambos agiram de maneira dúbia, procurando amenizar os anseios das expectativas públicas que buscavam em suas palavras os esperados sinais de moderação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para se ter uma idéia mais exata da ilusão com que o senso coletivo estava mergulhado, e do correspondente grau de cinismo adotado por esses líderes, o primeiro ministro Chamberlain afirmou ser Hitler um homem sensato, sinceramente interessado na paz. O próprio Hitler por sua vez dizia que suas intenções eram pacíficas e que repudiava a idéia de guerra na Europa. Mesmo erro incorreu Ghandi, Keynes, e muitos pacifistas que confiavam totalmente nas promessas pacíficas do nazismo. Testemunhos da época dão conta que até mesmo judeus duvidavam das sinistras intenções de Hitler, alguns achavam que pelo fato de este ou aquele membro das SS ter namorada judia era prova de que não iria acontecer nada. Outros de tão incrédulos consideravam esta hipótese absurda. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O Caderno B do Jornal do Brasil no ano de 1936 retratava o nazismo como uma corrente filosófica em busca da perfeição humana. O ponto culminante da mentira generalizada foi quando Hitler, no mês anterior à invasão da Polônia, ridicularizou uma carta enviada por Roosevelt, que lhe pedira para dizer se a soberania de tais e quais nações seriam respeitadas. Hitler leu a carta no parlamento diante das gargalhadas histéricas dos deputados e posteriormente notas diplomáticas foram enviadas pelos países listados – futuramente ocupados - em repúdio ao presidente americano e reafirmando amizade com o Terceiro Reich. O escritor William L. Shirer acrescenta ainda que nenhum dos jornalistas presentes, inclusive ele próprio, notou que a Polônia fora omitida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Churchill teve que insistir repetidas vezes em mostrar no parlamento uma quantidade imensa de dados militares que eram tediosamente relatados para uma assistência debochada e sonolenta, até finalmente conseguir convencê-los dos planos hostis da Alemanha. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A revolução cubana não ficou por menos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A guerrilha fidelista que combatia em Sierra Maestra não assumia notoriamente suas inclinações ideológicas. Quem tiver o trabalho de consultar os microfilmes e ler as manchetes daquele período, vai perceber que não se associava a guerrilha cubana a idéia de comunismo. O próprio Fidel Castro, mentindo diante das câmeras disse que não era comunista e chegou mesmo a comentar numa outra ocasião que era contra isso. Até mesmo Jesus Carreras, oficial militar e um dos chefes da guerrilha, ficou chocado quando percebeu tendências marxistas em Guevara.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Apesar de toda rede de mentiras, desinformação, dissimulação, foi possível para aqueles que puderam apreender da massa confusa de dados contraditórios um sentido unificador, o sinal inconfundível de uma turbulência que se aproximava, de modo semelhante ao guerreiro solitário que se abstrai dos caóticos sons da floresta e escuta no solo as pisadas de uma cavalaria em movimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Todavia, não existe uma fonte segura ao qual possamos nos referir para captar os indícios reveladores do perigo. Ao invés disso existem inúmeros relatos conflitantes entre si, cada qual descrevendo seu mundo de maquinações e acusando a mídia de esconder as provas. Seja tramas envolvendo a industria de armas, infiltração alienígena, planos do governo americano ou sociedades secretas, uma boa quantidade de versões conspiratórias alegam estar apoiadas em provas definitivas que, diante de um observador despreparado, parecem tão verdadeiras quanto as evidências que realmente indicam algo de concreto. Diante de tanta confusão as pessoas costumam reagir com total credulidade, ou total descrença aceitando somente o que as fontes publicamente reconhecidas subscrevem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Como separar uma coisa da outra ? Como distinguir no meio desse caos, os elementos que verdadeiramente compõe um quadro coerente dos acontecimentos em marcha ? Como saber o que é verdade e o que é fantasia especulativa ?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Resposta: Adotando critérios de validade e filtrar o que procede e o que não. Modelos para acuracidade dos dados, dos testemunhos e das fontes podem ser obtidos mediante exemplos bem sucedidos em prever o futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Não é preciso ter um amigo trabalhando em arquivos confidenciais. Basta prestar atenção nos sinais que realmente provaram ser fidedignos ao longo do tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ao invés de estórias criadas por escritores ou denúncias de militantes engajados, coletar aquilo que realmente fundamentaria o trabalho de um historiador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Atas de reuniões, acordos assumidos entre organizações, material interno de partidos, confissões públicas de interesses escusos, atividades parlamentares, dados estatísticos, informes técnicos de autoridades militares, cartas de intenções, depoimentos de dissidentes, e todo tipo de coisa que não se apresenta isoladamente como algo perdido no espaço, mas que complementa um sentido de coerência que se ajusta a um passado histórico sem lacunas, formada por nexos de causalidade resultante de um esforço em não omitir nada. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Reunir estas informações é um dos compromissos dos Blogs Coligados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:Arial;font-size:12;"  &gt;Editorial escrito para os Blogs Coligados&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30410660-115766036174027816?l=heliopereiriano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/feeds/115766036174027816/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30410660&amp;postID=115766036174027816' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115766036174027816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115766036174027816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/2006/09/verses-fatos-e-mentiras-hlio-rodrigues.html' title=''/><author><name>HelioPereiriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16025553291204879990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/moldurahelio5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30410660.post-115691099310298257</id><published>2006-08-29T21:06:00.000-07:00</published><updated>2006-08-29T21:18:31.536-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Desinformação é Destruição&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A desinformação é a maior inimiga da humanidade, a causadora de todos os conflitos, que arma exércitos do tirano, que ergue líderes radicais, que lava cabeça das crianças com ideologia extremista, que condena inocentes e absolve culpados, é a mãe de todas as injustiças da terra, pai do homem-bomba e da guerra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A desinformação é a ruptura com a realidade, é mentira. É a divulgação de fatos que jamais aconteceram ou a seleção parcial para omitir uma coisa e mostrar outra. O objetivo da desinformação é divulgar um discurso onde os heróis e vilões estão previamente definidos, fazer crer o que a ordem natural das coisas jamais induziria. A desinformação não está em luta contra uma desinformação adversária, mas está em luta contra a ordem natural das coisas. Se existem desinformações com objetivos opostos, então ambas estão contra esta mesma ordem natural, contra a realidade, contra o fato, contra a verdade pura e simples. O progresso da humanidade se deu em luta contra a desinformação, seus lapsos, pelo domínio desta. O conhecimento, a busca pela verdade, a busca pelo fato, nos deu a ciência, a medicina, a perícia criminal, a lógica que conduziu ao computador. A desinformação nos deu a ideologia, a loucura, as seitas fanáticas. A filosofia pós-moderna é filosofia da desinformação, que defende a desinformação, que nega a validade de qualquer fato, qualquer verdade, e que se impõe como obstáculo intransponível à evolução do método científico, do refinamento da ciência histórica e da dialética.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Na condução do inquérito policial, o delegado ouve relatos mentirosos, assassinos que mentem, versões diversas. O interrogatório obriga o interrogado a repetir suas estórias, a narrar os acontecimentos em busca de uma ruptura, onde uma causa está sem um efeito alegado, ou uma conseqüência dissociada de uma evento narrado. Os inspetores de polícia comandam a perícia dos materiais encontrados, comparam fibras no laboratório para detectar vínculos ocultos entre o suspeito e o crime. Os peritos coletam fontes primárias, relacionam testemunhos em documentos antigos e resgatam indícios esquecidos. Trazem conclusões baseadas no balanço ponderados das justificativas concorrentes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A filosofia pós-moderna se insere na universidade para evitar isso. Evitar a investigação. É a arma dos mentirosos, a ferramenta para todas as mentiras. O pensamento pós moderno é a reação daqueles que se revoltam contra a ordem natural das coisas, contra a justiça normal das pessoas sensatas diante dos fatos como eles são. Os pós modernos não querem que os fatos sejam, eles querem que os fatos não-sejam. Suas idéias estão no caminho da investigação. Todo esforço filosófico voltado para refinar a busca pela acuracidade dos dados encontrará um obstáculo: as objeções pós-modernas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os pós-modernos sabem que a realidade os contradiz. Então eles criam uma filosofia para convencer a todos de que é a realidade que deve estar enganada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As evidências experimentais denunciam os erros ideológicos, a esmagadora realidade dos números refuta os &lt;i style=""&gt;slogans&lt;/i&gt; militantes. Mas os filósofos pós-modernos acusam a ciência de propaganda burguesa e reduzem a matemática a sentimentos psicológicos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A função do analista é interpretar. Os filósofos devem interpretar o mundo e conhecê-lo. Mas para os marxistas, a interpretação deve dar lugar à transformação, o mundo não deve ser interpretado, não deve ser entendido, não deve ser analisado, o mundo deve ser transformado, o mundo deve ser mudado. Isto é afirmar que tudo que poderia ser sabido já está sabido. É afirmar que já sabem, que não precisam saber mais do que sabem. A ordem está posta. Marx pôs a ordem como é e como funciona. Para quê pesquisar mais ? Marx já disse tudo. Não há nada mais para pesquisar pois o que Marx disse é o bastante. Qualquer coisa além de Marx não é. Qualquer coisa contra Marx é por definição coisa burguesa. Se um cavalo, uma pedra ou um riacho contradiz Marx é porque o cavalo é um cavalo burguês, a pedra é uma pedra burguesa e o riacho é um riacho burguês. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Se alguém prova que Marx cometeu um erro então está provado que este alguém é burguês. Marx disse que os burgueses não são confiáveis, logo isto prova que quem provou algo contra Marx está errado pois Marx por definição está certo, ele deu tudo pronto para nós, nada mais precisa ser sabido, só mudado e transformado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E assim o sindicato dos trabalhadores da USP, dos professores imunizados contra todos os critérios científicos, protegidos da realidade pela blindagem pós-moderna, convencidos da ordem final descoberta por Marx que não admite reflexões futuras, chegaram a uma conclusão:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;“VIVA O HEZBOLLAH E ISRAEL DEVE SER DESTRUÍDO”&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1110816-EI6580,00.html"&gt;http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1110816-EI6580,00.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30410660-115691099310298257?l=heliopereiriano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/feeds/115691099310298257/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30410660&amp;postID=115691099310298257' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115691099310298257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115691099310298257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/2006/08/desinformao-destruio-desinformao-maior.html' title=''/><author><name>HelioPereiriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16025553291204879990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/moldurahelio5.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30410660.post-115420763836128417</id><published>2006-07-29T14:00:00.000-07:00</published><updated>2006-07-30T12:36:42.426-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Este Blog&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;X Coligados – Parte 1&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vivo no mundo dos faraós, da grandeza, pompa e dramas universais. Quando escrevo é para descrever desastres cósmicos, batalhas épicas entre heróis míticos de habilidades impossíveis, não para mostrar a beleza e a ironia da vida cotidiana. Este é &lt;a href="http://saboya.org/"&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;Lefebvre de Saboya&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. O livro que ele indica “Sexo Anal – Uma Novela Marrom” exibe o título mais ridículo da existência humana. Difícil esperar algo diferente de um &lt;i style=""&gt;bundalelê&lt;/i&gt; criativo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Desejo preservar meu estado de espírito, a identidade que unifica a atmosfera geral de minhas motivações sentimentais e livro como este é nocivo a minha estrutura interna. Uma ameaça de infecção verminosa em meu mundo de castelos e guerras terríveis. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não há lugar para &lt;i style=""&gt;bundalelê&lt;/i&gt; na minha terra de deuses trágicos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apesar de tudo não deixo de apreciar seus escritos. Saboya escreve com leveza. Não quer levantar exércitos, fundar reinos ou desbravar as fronteiras da civilização (como eu ). Ele fala sobre o que observa, um cronista do besteirol cotidiano em linguagem despojada, estilo Salinger, sem orientação doutrinária. Saboya não dá exemplos didáticos de como esta ou aquela classe destrói as delicadezas da vida para comover o espectador engajado, descreve a imbecilidade pura e simples, com lucidez e clareza, sem firulas, &lt;i style=""&gt;simples assim. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Seu estilo se assemelha ao do &lt;a href="http://cristaldo.blogspot.com"&gt;Janer Cristaldo&lt;/a&gt;. Cristaldo é ateu, livre de crenças estruturadas, que exala informalidade, e neste aspecto é igual ao Saboya. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas Saboya não está preso a fidelidades literárias, não se indispõe contra um autor só porque a mídia o venera;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;atitude que em Cristaldo é uma regra anunciada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Semelhante também ao Saboya, mas com estilo diferente é o &lt;a href="http://verbigratia.blogspot.com"&gt;Marcos Vasconcelos&lt;/a&gt;. Só o título e sua explicação é uma mistura hilária de erudição e jocosidade nordestina. &lt;i style=""&gt;Verbi Grátia&lt;/i&gt; que significa &lt;i style=""&gt;por exemplo&lt;/i&gt;. Em &lt;i style=""&gt;Verbi Gratia&lt;/i&gt; percebo uma combinação entre o divino e o regionalismo despojado. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;Verbi Gratia&lt;/i&gt;: Imagine um matuto levando sua vivencia abrutalhada e reduzida na roça de cacau. Eis que o bestunto descobre o galinheiro largado no canteiro e lá se adentra buscando satisfações lúdicas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E se perdem horas ao vento, observando a dinâmica das galinhas, mergulhado no existencialismo da condição galinácea. No chão, um jornal exibe a manchete política, e ao lado, os restos da galinha morta, pois a raposa atacou na noite passada. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ele descobriu uma lei cósmica. Foi iluminado. O letreiro desce das nuvens e se posiciona defronte aos olhos. Em letras de ouro revela o segredo esquecido:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;Com Raposa Na Governança, Não Há Frango Em Segurança&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pronto, a chave de todos os mistérios está aí. O matuto pode agora entender tudo. Deu um salto epistemológico e alcançou o patamar superior dos esclarecidos. Está resolvido. Deus lhe falou em pessoa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas sua mente não concebe latim, sua mensagem foi captada com os elementos de seu mundo tosco de galinhas e frangos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É essa a idéia que me passa, o testemunho da &lt;i style=""&gt;glória infinita&lt;/i&gt; relatada pela boca de um matuto. Pode não ser a intenção do autor, mas é esta a leitura que faço. É onde vejo a beleza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30410660-115420763836128417?l=heliopereiriano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/feeds/115420763836128417/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30410660&amp;postID=115420763836128417' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115420763836128417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115420763836128417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/2006/07/este-blog-x-coligados-parte-1-vivo-no.html' title=''/><author><name>HelioPereiriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16025553291204879990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/moldurahelio5.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30410660.post-115403581672232258</id><published>2006-07-27T14:27:00.000-07:00</published><updated>2006-07-28T06:59:50.926-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;Convocação Para Fundação do Partido Liberal Conservador&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ww-textosimples" style="text-align: justify;"&gt;Prezados articulistas dos Blogs-Coligados, já foi mencionada nos encontros entre pensadores liberais a importância de se criar um partido político que &lt;span style=""&gt;represente o liberalismo no Brasil. Não existe nenhum partido em tais condições registrado no TSE.&lt;/span&gt; no Brasil. Não existe nenhum partido em tais condições registrado no TSE. Sabemos que a fundação de um partido não é fácil, mas estamos numa situação ímpar em que acumulamos vários dos requisitos necessários para dar os primeiros passos. Os articulistas deste &lt;i style=""&gt;blog&lt;/i&gt; possuem residência em 8 estados, compartilhamos as mesmas afinidades políticas e possuímos contatos com jornalistas, pensadores e o potencial apoio daqueles que se reunirão nos próximos seminários da entidade &lt;i&gt;Democracia e Liberdade. &lt;/i&gt;A oportunidade de realizarmos algo de significativa importância em nossas vidas nos acena, precisamos agarrá-la enquanto ainda temos a chance.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="ww-textosimples" style="text-align: justify;"&gt;Estou pessoalmente tomando providências neste sentido. Mas preciso agora da declaração de cada um dos interessados para saber se este projeto obterá uma adesão mínima. Devo seguir adiante ? Basta informar que apóia a criação do partido, que no devido tempo concordará em ser co-fundador. Faça-o do modo como lhe aprouver, enviando email, respondendo em meu &lt;i style=""&gt;blog&lt;/i&gt; etc, etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=""&gt;Um esboço inicial do estatuto já está disponível no &lt;i style=""&gt;blog&lt;/i&gt;, onde você poderá dar sua opinião.&lt;/span&gt;&lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;PARTIDO LIBERAL CONSERVADOR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;ESTATUTO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;TITULO I - &lt;b&gt;DO PARTIDO, SEDE, EMBLEMA, OBJETIVO E FILIAÇÃO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;CAPÍTULO I - &lt;b&gt;DA DURAÇÃO, SEDE, EMBLEMA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Art. 1º - O &lt;b style=""&gt;Partido LIBERAL CONSERVADOR&lt;/b&gt;, pessoa jurídica de direito privado, é declarado por seus fundadores como regido por este estatuto em conformidade com a legislação vigente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Art. 2º - O &lt;b style=""&gt;Partido LIBERAL CONSERVADOR&lt;/b&gt; possui sede na Capital Federal e atua em todo território nacional a serviço de todos os brasileiros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Art. 3º - O símbolo do &lt;b style=""&gt;Partido LIBERAL CONSERVADOR&lt;/b&gt; se compõe de uma figura branca com uma tarja circular e travessão diagonal cobrindo a foice e o martelo centralizado acima dos dizeres: &lt;b style=""&gt;Partido LIBERAL CONSERVADOR.&lt;/b&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Art. 4º - O prazo de duração do &lt;b style=""&gt;Partido LIBERAL CONSERVADOR&lt;/b&gt; é indeterminado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;CAPÍTULO II - &lt;b&gt;DOS OBJETIVOS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Art. 5º - O &lt;b style=""&gt;Partido LIBERAL CONSERVADOR&lt;/b&gt; exercerá suas atividades em todo território nacional, em respeito a este Estatuto, a legislação eleitoral e a Constituição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Art. 6º - O &lt;b style=""&gt;Partido LIBERAL CONSERVADOR&lt;/b&gt; terá como seus objetivos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Parágrafo primeiro: Promover o liberalismo econômico conforme inspirado nos princípios da Escola Austríaca de Economia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Parágrafo segundo: Combater toda forma de totalitarismo e ameaça ao Estado Democrático de Direito seja de origem marxista, fascista ou nazista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Parágrafo terceiro: Defender a liberdade de expressão e o direito a propriedade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Parágrafo quarto: Defender a liberdade de crenças religiosas e a preservação das comunidades judaicas, católicas e demais entidades cristãs.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Parágrafo quinto: Defender a liberdade dos ateus e dos chamados livres pensadores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Parágrafo sexto: Combater toda forma de desinformação e promover o pensamento crítico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=""&gt;CAPÍTULO III - &lt;b&gt;DA FILIAÇÃO PARTIDÁRIA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="WW-Textosimples" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Art. 7º - toda pessoa que esteja em pleno gozo de seus direitos políticos e que não esteja filiada aos demais partidos poderá ser admitido como filiado ao Partido &lt;b style=""&gt;LIBERAL CONSERVADOR&lt;/b&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="WW-Textosimples"&gt;&lt;span style=""&gt;Hélio Rodrigues Pereira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="WW-Textosimples"&gt;&lt;span style=""&gt;Co-fundador do Partido&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30410660-115403581672232258?l=heliopereiriano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/feeds/115403581672232258/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30410660&amp;postID=115403581672232258' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115403581672232258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115403581672232258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/2006/07/convocao-para-fundao-do-partido.html' title=''/><author><name>HelioPereiriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16025553291204879990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/moldurahelio5.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30410660.post-115383879954631439</id><published>2006-07-25T07:45:00.000-07:00</published><updated>2006-07-25T07:46:39.563-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 24px; line-height: normal;"&gt;Vacina contra a estupidez&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 18px; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;Olavo de Carvalho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Zero Hora, 23 de julho de 2006&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há anos tenho por hábito começar o meu Seminário de Filosofia transmitindo aos recém-chegados a noção dos graus de persuasão, que jazia esquecida nas obras lógicas de Aristóteles até que a desenterrei e a expus no meu livro Aristóteles em Nova Perspectiva, publicado pela Topbooks em 1998 e agora reeditado em grande estilo pela É-Realizações, de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia é simples e poderosa. O que quer que você saiba, ou imagine saber, pode ser absolutamente certo, provável, verossímil ou meramente possível. Por exemplo, é absolutamente certo que você está lendo este artigo agora, é provável que chegue a compreendê-lo, é verossímil que receba dele um vigoroso estímulo intelectual e é meramente possível que, partindo desse empurrão inicial, você venha a se tornar um gênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escala de persuasão depende da disponibilidade das evidências e do valor relativo das provas em cada caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A importância decisiva dessa noção provém do seguinte. Se você imagina saber que x é y, mas não consegue distinguir se isso é uma certeza, uma probabilidade, uma verossimilhança ou apenas uma possibilidade entre outras, você não sabe de maneira alguma se x é y ou não é. Não sabe sequer se acredita mesmo nisso. Está apenas falando por falar, esperando que a concordância do ouvinte dê um reforço postiço à sua impressão de saber aquilo que, de fato, você não sabe. Tal é a definição mesma do blefe intelectual, com o agravante de que muitos o praticam num tom de certeza infalível que praticamente obriga o interlocutor a concordar, por medo de pagar mico. O vigarista intelectual finge segurança para poder receber em troca a aprovação que lhe permitirá, da próxima vez, fingir com mais segurança ainda. Muitas carreiras de escritores, de professores, de jornalistas foram construídas inteiramente sobre esse alicerce de geléia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber não é acreditar, não é sentir convicção, muito menos fingir que sente. É estar capacitado a avaliar e julgar aquilo em que se acredita, em comparação com outras crenças alternativas – o que supõe que ao menos uma vez na vida você examinou essas alternativas fazendo abstração da sua crença pessoal e as classificou segundo a escala de persuasão. Isso é impossível quando os jovens são estimulados a aderir rapidamente às crenças dominantes do meio escolar e a apoiar-se no sentimento coletivo de certeza para fazer-se de superiores a quem tenha outra opinião qualquer. O que hoje em dia se chama educação é, na quase totalidade dos casos, um adestramento psicológico na arte de camuflar a temerosa insegurança do intelecto juvenil por trás do blefe arrogante. Estudantes que passem por esse tratamento estão arruinados intelectualmente, mas prontos a odiar quem seus professores os mandarem odiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única vacina possível contra essa destruição da capacidade de discernimento foi inventada por Aristóteles vinte e quatro séculos atrás. Ela consiste em treinar o estudante para discernir, primeiro nas suas próprias crenças, depois nos conhecimentos adquiridos da escola, por fim nas idéias em circulação no meio intelectual em torno, os motivos de credibilidade e respectivos graus de persuasão. Há critérios bem estabelecidos para isso, e o próprio Aristóteles os expôs com uma precisão formidável, o que me permitiu extrair deles a técnica pedagógica do Seminário. Mas, como nas várias turmas em que lecionei em quatro Estados brasileiros jamais pude dar mais de uma aula por mês, tive de me limitar sempre a ensinar o esquema geral da técnica e a implorar que os alunos a praticassem em casa, sem poder supervisionar pessoalmente os exercícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso recebi com enorme satisfação, à distância em que estou, a notícia de que meu aluno Carlos Vargas e meu filho Luiz Gonzaga de Carvalho Neto, dois dos sujeitos mais inteligentes que já conheci, ambos atualmente lecionando filosofia para adolescentes em Curitiba, adotaram em seus cursos a prática dos graus de persuasão. Não creio que o meu experimento ou o deles chegue um dia a se espalhar -- como deveria -- pelas escolas do Brasil, hoje mais ocupadas em produzir dizimistas para o PT do que em despertar inteligências. Mas creio que o deles, por se dirigir a alunos mais jovens e ter tempo para exercícios repetidos, pode ir muito adiante do meu. O país não aprenderá nada com isso, mas algumas dezenas de brasileiros terão a oportunidade de tomar posse efetiva da inteligência que Deus lhes deu, antes que o Ministério da Educação consiga impedi-los.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30410660-115383879954631439?l=heliopereiriano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/feeds/115383879954631439/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30410660&amp;postID=115383879954631439' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115383879954631439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115383879954631439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/2006/07/vacina-contra-estupidez-olavo-de.html' title=''/><author><name>HelioPereiriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16025553291204879990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/moldurahelio5.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30410660.post-115250842207565746</id><published>2006-07-09T22:06:00.000-07:00</published><updated>2006-07-14T12:00:18.056-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/Sans-culotte.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/200/Sans-culotte.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 24px; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;HOW TO MAKE A LIBERTARIAN REVOLUTION &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 18px; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Hélio Rodrigues Pereira&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="line-height: normal;font-size:18;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;All left movements have been presenting models of economical practice whose foundations are overcome easily by the theoretical argument of the Austrian and Chicago’s School[1] [2] [3]. Though, as strategy and tactics to reach the power, just the left movement has been overcoming the libertarian-conservative thinkers[4] [5] [6] [7] [8].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It’s task of this article to propose a theory of the power, a theory capable to present the road to drive the libertarian-conservative thinkers to the political victory without violating the most basic libertarian principles like being against the violence and fraud, moreover, that it can be rivaled in efficiency, with the Leninist’s and Gramscian’s methods of the communist movement[9] [10].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thus formulated the problem of creating a strategy of power for the libertarian-conservative movement, the next point is how it should be this strategy of power, what requirements should have a strategy of conquering the political power for a movement based on the libertarian-conservative concerns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Therefore, was established five main points:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1 - Coherence&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The first important requirement for the libertarian revolution is not to violate the most basic principles of the liberty, in other words, to develop a general system of fight without it involves the violent and fraudulent ways of political combat that characterize the Leninism and Gramscism respectively.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2 - Advantage&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The second important requirement for the libertarian revolution is know how to create advantage of his own principles against to the opposing movements. It must to know how recognize the strong elements, the potential advantages, and how to explore them to the maximum, and to obtain the largest possible earnings. The identification of an &lt;span style="font-style:italic;"&gt;immanent&lt;/span&gt; advantage of the libertarian principles that it seek to defend will guarantee his exclusiveness as practice of the libertarian revolution, that cannot be repeated by their opponents' strategy without incurring in adoption of the principles that they want to combat. It is to create a dilemma in that the opponent will be forced to adopt the same tactics to equal the combative efficiency, and thus, being infiltrated by libertarian doctrine, or to accept the defeat in exchange for the orthodox purity then to be extinct.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3 - width&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No one strategy to reach the power can be well done if it doesn't count with the support of influential entities in the political sphere. And this support means the church and the business community. For this to be possible it is necessary that the doctrinal basis is flexible to allow alliances with a wide spectrum of the society. It should be sustained on an order-word generic enough until to adjust with the most several longings of the most varied sections of the militancy and of the intellectual causes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4 - Intellectuals appeal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A good strategy of ideological revolution should be attractive to the intellectuals. It should create tasks for intellectuals to accomplish, and thus, an occupation that puts the opinion makers in prominence. The professional thinkers need to believe, in the same way that it happens in the Marxism and in the Gramscism, that the process libertarian-conservative revolutionary will offer them advantageous positions in the society.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5 - Moral appeal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finally a good strategy should possess moral appeal. It should evoke noble feelings capable to create public motivation, to facilitate the generation of advertising slogans that it makes possible the formation of a militancy involved in the defense of an ideal as beautiful as the “fight against the starvation”, the “campaign against the poverty”, or any &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ersatz&lt;/span&gt; of the leftist enthusiasm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;These five mentioned characteristics were not established in arbitrary way, at flavor of the imagination, but they just resulted of a study about the reasons of the communist movement has been so well succeeded. It is this study that should guide the formation of an efficient strategy. The inspiration in successful models, moreover, is an epistemological attitude that distinguishes us of the left, since this last one prefers to be guided by ideal models of abstract perfection.&lt;br /&gt;This fundamental difference of epistemological orientation between left and right is one of the keys to supply the most general outlines of as it should be the theory of the power for the libertarian-conservative revolution. This difference epistemological is also the deepest reason that in the long run, the libertarian-conservatism is destined to win their enemies, just need to wake up of his torpor to exercise the full capacity of his potential asleep. The victory of the libertarian-conservatism is seated in his superior attitude for acquired knowledge. All that need be done is to move this advantageous situation for the domain of political combat and make of the leftist disinformation a weapon against themselves.&lt;br /&gt;It is just because of the disinformation that the communist movement is “occupying” the cultural spaces, it is because of the disinformation that the communist movement is consolidating his hegemony and therefore it is the disinformation the main objective which the conservative-libertarian fight needs to invest against to obtain our enemies' destruction.&lt;br /&gt;This way it is not a violence fight, of weapons, it is not a battle that should be fought physically, but intellectual and spiritually, leaving the physical confrontations for the republican institutions that represent the Democratic State of Right.&lt;br /&gt;How such strategy should be? What should this mysterious strategy consist so, such that is capable to accomplish all the five foregoing requirements, and that would give to the movement liberal-conservative a victory chance against the leftist hegemony at least in the long run?&lt;br /&gt;Then, to find out the answer, we will analyze the fundamental elements of the Austrian School. Let us take as example the Austrian Theory of the Trade Cycle. (to see http://www.mises.org/tradcycl/austcycl.asp).&lt;br /&gt;Then let us make the question: What the central concept that guides the theory of the Austrian School to identify the causes of the crises and recession?&lt;br /&gt;Answer: The flaw in preserving the integrity of the economical agents' information.&lt;br /&gt;The lack of integrity of the information among the economical agents corresponds in the economy, the intellectual dishonesty among the cultural agents.&lt;br /&gt;Then, if the solution in the economy it is to eliminate the communication flaws among its agents, eliminating or reducing the state intervention, and with this, its misdirected tendency in the vital information for the trade, for the production of goods and financial operations; the solution in the policy, following the same analysis standard, is to eliminate communication flaws among the cultural agents, also eliminating the ideological interventions and its misdirected tendency in the vital information for the studies and production of knowledge.&lt;br /&gt;Only one attitude can allow us that, only one attitude that fulfills all formulated requirements to be a good strategy of power.&lt;br /&gt;And this attitude, this strategy is:&lt;br /&gt;The defense and promotion of the critical thought, in wide-scale, under the form of Critical Debate, in other words, the Debate guided by rules of critical thought that is capable to give at the end of the dispute, a clearly recognized winner.&lt;br /&gt;The Critical Debate unifies two pillars concepts for the libertarian-conservative revolution that are the acceptance and the credibility.&lt;br /&gt;The defense of the Critical Debate is coherent with the libertarian-conservative principles, because it means the demand of the intellectual honesty as basic foundation of the democracy, of the cultural activity and of the exercise of the right. To defend the Critical Debate is to defend the intellectual honesty in the political and cultural debates as supreme moral value, and to defend this value is to make possible to the road of the liberal revolution a higher level of acceptance than the popularization of the libertarian-conservatism could obtain. The campaign for the intellectual honesty and the critical thought as solution of the political and social problems as solution for all of the conflicts, would allow to obtain us an alliance with a larger group of entities, even those that not supporting the libertarian cause, will believe can win through the critical thought. The advertising appeal of a search for the ethics in the debates, ethics in the cultural events, and making to mean for such slogans the practice in an honest way of discussing, will can to bring to our side, entities like Opus Dei or even materialistic atheists[11].&lt;br /&gt;The intellectual challenge involved in organizing, to criticize, to analyze and to develop modalities of rules to determine how an idea should win a debate will occupy the intellectuals and to do them inclined to support an activity that gives to them an ennobling sense. This sense can still be amplified, if during this campaign, there is identification with a School of Thought, a cultural innovation that makes all of them feel like being part of an original creative process that will give prestige to all the members, infusing them a vanity perspective to be in the vanguard of a revolutionary intellectual activity.&lt;br /&gt;This whole process should be carried through without suspicion that it is serving to the libertarian-conservatism, it is necessary that it happens, during the beginning, without any obvious relation with the libertarian-conservative movement. The purpose of this phase, of this initial process, is to prepare the land; it is to bring an acceptance atmosphere that will extend the carpets for the libertarian revolution. It is the phase of the acceptance. Concluded the phase of the acceptance, extended the carpets inside of the universities, inside of the generating centers of culture, then the second phase will seize its assault objectives. It is when the libertarian and conservative thought, having bibliographical material, having a superior rhetoric and dialectics, will go to win each one of the structured debates, not in a way that the audience can objected, but in a way that confers its winners a credibility degree that never would have if it won any other debate without the recognition of a attentive witness.&lt;br /&gt;In the same way that few people would object the value of who win wins a sporting competition, of who wins a game, the value of the ideas that win a debate structured by rules mutually accepted, will be recognized as never it would be in any another possible scene.&lt;br /&gt;It is of this recognition that the libertarian-conservative movement should build his credibility and to capitalize it for his political profit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;However, to start this process, to make possible the start of the libertarian revolution it is necessary that two intellectual objectives are reached: 1) To present a model of structured debate, in other words, a model based on criteria to decide which opinion should prevail on other. 2) To develop a well succeeded proposal to transform the Critical Debate in a lucrative activity with the purpose of publishing yours practices as thoroughly as possible.&lt;br /&gt;If these two intellectual objectives be conquered, then the Libertarian Conservative Revolution will have half of the victory. Though, such objectives represent a great challenge that would be worthy of being solved by a new work group, or a new thought school that puts the two subjects above as fundamental subjects for the economy and the politics, understanding the integrity of the cultural information as bearer of value and economical meaning.&lt;br /&gt;Because it is not just necessary to be right, it is necessary that rules make this certainty become visible to the eyes of who witnesses the confrontation among the ideas.&lt;br /&gt;And that is a political and economical problem.&lt;br /&gt;I will discuss more about that in the next article.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Mises, L., 1981 [1922], Socialism: An Economic and Sociological Analysis, trans. J. Kahane, available online at http://www.econlib.org/library/Mises/msStoc.html.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Mises, L., 1949, Human Action: A Treatise on Economics, available online at http://www.mises.org/humanaction.asp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Böhm-Bawerk, Eugen von, "The Positive Theory of Capital and Its Critics," Quarterly Journal of Economics, vol. 9, (January), 1895, pp. 113-131. look http://www.mises.org/content/bawerk.asp&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] http://www.jrnyquist.com/carvalho_2002_1022.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] http://www.jrnyquist.com/taam_2003_0403.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] http://www.jrnyquist.com/guidalli.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] http://www.jrnyquist.com/taam_2003_1105.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] http://www.vcrisis.com/index.php?content=letters/200511210932&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] Murray N. Rothbard (1926-1995) was dean of the Austrian School. This article is excerpted from the first chapter of For a New Liberty: The Libertarian Manifesto.&lt;br /&gt;http://www.mises.org/story/2123&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] http://www.jonathangullible.com/mmedia/PhilosophyOfLiberty-english_music.swf&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[11] Smith Georg. How to Defend Atheism Atheism: The Case Against God (Buffalo, NY: Prometheus, 1980)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.infidels.org/library/modern/george_smith/defending.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30410660-115250842207565746?l=heliopereiriano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/feeds/115250842207565746/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30410660&amp;postID=115250842207565746' title='15 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115250842207565746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115250842207565746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/2006/07/how-to-make-libertarian-revolution.html' title=''/><author><name>HelioPereiriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16025553291204879990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/moldurahelio5.jpg'/></author><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30410660.post-115250732153487414</id><published>2006-07-09T21:54:00.000-07:00</published><updated>2006-09-09T09:00:52.406-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/Sans-culotte.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/200/Sans-culotte.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:18;"  &gt;COMO FAZER A REVOLUÇÃO LIBERAL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:13;"  &gt;Hélio Rodrigues Pereira&lt;/span&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="line-height: normal;font-size:18;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Todos os movimentos de esquerda tem apresentado modelos de prática econômica cujos fundamentos são facilmente superados pela argumentação teórica da Escola Austríaca e da Escola de Chicago[1] [2] [3] [4].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Todavia, no que diz respeito estratégia e tática para alcançar o poder, são os movimentos de&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;esquerda que tem superado os pensadores liberais [5] [6] [7] [8]. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Em conseqüência disso, o movimento comunista está retornando na América do Sul, ameaçando trazer aos povos e nações a mesma situação trágica que vem se repetindo vez após vez, sempre que o bom senso é substituído pela loucura e o totalitarismo é aclamado como a solução final de todas as misérias humanas [9] [10] [11] [12] [13]. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;A gravidade de tal situação chegou a tal ponto que só medidas urgentes podem oferecer alguma esperança razoável de contornar tamanha dificuldade, e este senso de urgência tem mobilizado filósofos, pensadores e políticos em busca desesperada de uma reação antes que seja tarde demais [14] [15] [16]. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Foi com este propósito que foi lançado o seminário &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Democracia, Liberdade e o Império das Leis&lt;/em&gt;&lt;span class="postbody"&gt;, onde intelectuais, políticos e pensadores liberais procuraram abordar a questão, discutindo soluções &lt;/span&gt;[17]&lt;span class="postbody"&gt;. Muitas soluções apresentadas, contudo, são irreais porque não levam em consideração o estado real das coisas e procuram resolver a crise apresentando modelos de código a serem adotados na constituição como se a hegemonia esquerdista fosse alegremente ceder espaço para uma reforma política liberal &lt;/span&gt;[18]&lt;span class="postbody"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;span class="postbody"&gt;Fazendo esta crítica, o filósofo Olavo de Carvalho delineou os requisitos gerais que deveriam ser respeitados para um plano de ação minimamente aceitável &lt;/span&gt;[19]&lt;span class="postbody"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;span class="postbody"&gt;Na mesma linha de pensamento, Ubiratan Jorge Iorio forneceu algumas linhas gerais sobre o que deve ser feito &lt;/span&gt;[20]&lt;span class="postbody"&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Respeitando as exigências assinaladas por Olavo de Carvalho e aproveitando as sugestões de Ubiratan Iorio foi elaborado um novo esquema motivado pelo mesmo objetivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;É tarefa deste artigo propor uma teoria do poder, uma teoria capaz de apresentar o caminho para conduzir os pensadores liberais à vitória política sem violar os princípios mais básicos do liberalismo que é a rejeição à violência e à fraude e que possa se rivalizar em eficiência, com os métodos leninistas e gramscianos do movimento comunista[21] [22].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Formulado então o problema de criar uma estratégia de poder para o movimento liberal surge então a questão de como deve ser esta estratégia de poder, quais requisitos deveriam ter uma estratégia de conquistar o poder político para um movimento baseado no liberalismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Foi então estabelecido cinco pontos principais:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;b&gt;1 - Coerência&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;O primeiro requisito importante para a revolução liberal é a de não violar os princípios mais básicos do liberalismo, é a de desenvolver um programa geral de luta sem que envolva os meios violentos e fraudulentos de combate político que caracterizam respectivamente o leninismo e gramscismo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;b&gt;2 - Vantagem&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;O segundo requisito importante para a revolução liberal é a que esta deve saber tirar vantagem de seus próprios princípios em relação aos movimentos adversários. Deve saber reconhecer os elementos fortes, as vantagens potenciais e explorá-los ao máximo para obter o maior ganho possível. A identificação de uma vantagem &lt;i&gt;imanente&lt;/i&gt; aos próprios princípios liberais que se visa defender garantirá sua exclusividade como prática da revolução liberal, que não poderá ser repetida pela estratégia de seus adversários sem incorrer em adotar os princípios que eles desejam combater. É criar um dilema em que o adversário será obrigado a adotar a mesma tática para igualar a eficiência combativa, e com isso se deixar contaminar pela doutrina liberal, ou aceitar a derrota em troca da pureza ortodoxa e ser extinto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;b&gt;3 - Amplitude&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Nenhuma estratégia para alcançar o poder pode ser bem sucedida se não contar com o apoio de entidades influentes na esfera política. E este apoio significa a igreja e o empresariado[23]. Para que isto seja possível é necessário que a base doutrinária seja flexível permitindo alianças com um amplo espectro da sociedade [24]. Deve se sustentar numa palavra de ordem genérica o suficiente a ponto de coincidir com os anseios mais diversos dos mais variados setores da militância e das causas intelectuais [25].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;b&gt;4 - Apelo aos intelectuais&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Uma boa estratégia de revolução ideológica deve possuir apelo aos intelectuais[26]. Deve criar tarefas para intelectuais cumprirem, e com isso uma ocupação que ponha a classe falante em destaque. Os pensadores profissionais precisam acreditar, no mesmo modo em que se dá no marxismo e no gramscismo, que o processo revolucionário liberal irá lhes oferecer posições vantajosas na sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;b&gt;5 - Apelo Moral&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;E por ultimo, uma boa estratégia deve possuir apelo moral. Deve evocar sentimentos nobres capazes de criar motivação pública, facilitar a criação de slogans publicitários que torne possível a formação de uma militância envolvida na defesa de um ideal tão belo como a “luta contra a fome”, o “combate à pobreza”, ou um &lt;i&gt;ersatz&lt;/i&gt; qualquer do entusiasmo esquerdista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Estas cinco características mencionadas não foram estabelecidas fortuitamente ao sabor da livre invenção, mas resultaram de um estudo sobre as razões do movimento comunista ser tão bem sucedido. É este estudo que deve orientar a formação de uma estratégia eficiente. A inspiração em modelos bem sucedidos é, além disso, uma atitude epistemológica que nos distingue da esquerda, já que esta ultima prefere se orientar em modelos ideais de perfeição abstrata[27].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Esta diferença fundamental de orientação epistemológica entre esquerda e direita é uma das chaves para fornecer os contornos mais gerais de como deve ser a teoria do poder para a revolução liberal. Esta diferença epistemológica é inclusive a razão mais profunda de que a longo prazo, o liberal-conservadorismo está destinado a vencer seus inimigos, precisando apenas ser despertada de seu torpor para exercer a plena capacidade de suas potências adormecidas. A vitória do liberal-conservadorismo está assentada em sua atitude superior quanto ao conhecimento adquirido. Tudo que precisa ser feito é deslocar esta situação vantajosa para o terreno de combate político e fazer da desinformação esquerdista uma arma contra eles mesmos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Pois é justamente por causa da desinformação que o movimento comunista esta “ocupando” os espaços culturais, é por causa da desinformação que o movimento comunista está consolidando o seu domínio e portanto é a desinformação o alvo principal contra o qual a luta liberal conservadora precisa investir para obter a destruição de nossos inimigos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Desta forma, não é uma luta de violência, de armas, não é uma batalha que deve ser travada fisicamente, mas intelectual e espiritualmente deixando os confrontos físicos para as instituições republicanas que representam a vontade democrática do Estado de Direito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Como deve ser tal estratégia ? Qual deve ser então esta estratégia misteriosa que é capaz de preencher todos os cinco requisitos acima expostos e que poderia dar ao movimento liberal-conservador uma chance de vitória contra a hegemonia esquerdista mesmo que a longo prazo ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Para acharmos a resposta, vamos analisar os elementos fundamentais da Escola Austríaca. Tomemos como exemplo a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos [28]. Façamos então a pergunta: Qual é o conceito central que orienta a teoria da Escola Austríaca a identificar as causas das crises e da recessão? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Resposta: A falha em preservar a integridade das informações dos agentes econômicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;A falta de integridade das informações entre os agentes econômicos corresponde na economia, a desonestidade intelectual entre os agentes culturais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Então, se a resposta na economia é eliminar as falhas de comunicação entre seus agentes, eliminando ou reduzindo a intervenção estatal e com isso a sua tendência deformadora nas informações vitais para o comércio, para a produção de bens e operações financeiras; a resposta na política, seguindo o mesmo padrão de análise, é eliminar as falhas de comunicação entre os agentes culturais, eliminando também as intervenções ideológicas e sua tendência deformadora nas informações vitais para os estudos e produção de conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;E somente uma atitude pode nos conduzir a isto, somente uma atitude que preencha todos requisitos formulados para caracterizar uma boa estratégia de poder. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;E esta atitude, esta estratégia é: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;A defesa e promoção do pensamento crítico em larga escala sob a forma de Debate Crítico, ou seja, o Debate orientado por regras de pensamento crítico que seja capaz de fornecer ao final da disputa, um vencedor claramente reconhecido[29].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;O Debate Crítico reúne dois conceitos pilares para a revolução liberal que são a aceitação e a credibilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;A defesa do Debate Crítico é coerente com os princípios do liberalismo, pois significa a exigência da honestidade intelectual como fundamento básico da democracia, da atividade cultural e do exercício do direito. Defender o Debate Crítico é defender a honestidade intelectual nos debates políticos e culturais como valor supremo, e defender este valor é possibilitar ao caminho da revolução liberal um grau de aceitação maior que a divulgação do liberal-conservadorismo poderia obter. A campanha pela honestidade intelectual e o pensamento crítico como solução dos problemas políticos e sociais, como solução para todos os conflitos, nos facultariam obter uma aliança com um leque maior de entidades, que não necessariamente apóiem a causa liberal, mas que acreditam poder vencer pela via do pensamento crítico. O apelo publicitário de uma busca pela ética nos debates, uma ética nos eventos culturais, e fazendo significar para tais slogans a prática de uma forma honesta de Debater, poderá trazer ao nosso lado entidades que vão da Opus Dei aos ateus materialistas[30].&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;O desafio intelectual envolvido em organizar, criticar, analisar e desenvolver modalidades de regras para determinar como uma idéia deve vencer um Debate irá deixar os intelectuais ocupados e inclinados a favorecer uma atividade que fornece a eles um sentido enobrecedor. Este sentido pode ainda ser amplificado, se no desenrolar desta campanha, houver uma identificação com uma Escola de Pensamento, uma novidade cultural que faça todos se sentirem como que fazendo parte de um processo criativo original que irá prestigiar todos os seus integrantes, incutindo-lhes uma perspectiva vaidosa de estarem na vanguarda de uma atividade intelectual revolucionária.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Todo este processo deve ser realizado sem que se suspeite que esteja ocorrendo a serviço do liberalismo, é necessário que aconteça sem que haja, no início, qualquer vinculação clara com o movimento liberal e conservador. O propósito desta fase, deste processo inicial, é preparar o terreno, é trazer uma atmosfera de aceitação que estenderá o tapete para a revolução liberal. É a fase da aceitação. Concluída a fase da aceitação, estendido os tapetes para dentro das universidades, para dentro dos centros formadores de cultura, então a segunda fase será a de tomar todos os seus alvos de assalto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;É quando o pensamento liberal e conservador, armado de material bibliográfico, armado de uma retórica e dialética superior, irá vencer cada um dos debates estruturados, não de um modo que a platéia possa contestar, mas de um modo que confira a seus vencedores um grau de credibilidade que jamais teriam se vencesse qualquer outro debate sem o reconhecimento de uma testemunha atenta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Da mesma forma que poucos contestam o valor daquele que vence uma competição esportiva, daquele que vence um jogo, o valor das idéias que vencerem um debate estruturado por regras mutuamente aceitas será reconhecido como jamais o seria em qualquer outro cenário possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;É deste reconhecimento que o movimento liberal e conservador deverá construir sua credibilidade e capitalizá-la para seu ganho político.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Mas para dar início a este processo, para viabilizar o início da revolução liberal é preciso que sejam alcançados dois objetivos intelectuais:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;1) Apresentar um modelo de debate estruturado, ou seja, um modelo baseado em critérios para decidir qual opinião deve prevalecer sobre outra. 2) Desenvolver uma proposta bem sucedida para tornar Debate Crítico uma atividade lucrativa com o propósito de divulgar sua pratica tão amplamente quanto possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Se estes dois objetivos intelectuais forem conquistados, então a Revolução Liberal Conservadora estará a meio caminho da vitória. Todavia, tais objetivos representam um grande desafio que seria digno de ser solucionado por um novo grupo de trabalho, ou uma nova escola de pensamento que ponha as duas questões acima como questões fundamentais para a economia e a política, entendendo a integridade das informações culturais como portadora de valor e significado econômico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;Pois não é apenas necessário estar certo, é preciso que as regras tornam esta certeza visível aos olhos de quem presencia o confronto entre as idéias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;E isto é um problema político e econômico. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;[1] Mises, L., 1981 [1922], Socialism: An Economic and Sociological Analysis, trans. J. Kahane, available online at http://www.econlib.org/library/Mises/msStoc.html.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[2] Mises, L., 1949, Human Action: A Treatise on Economics, available online at http://www.mises.org/humanaction.asp.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[3] Böhm-Bawerk, Eugen von, "The Positive Theory of Capital and Its Critics," Quarterly Journal of Economics, vol. 9, (January), 1895, pp. 113-131. ver &lt;a href="http://www.mises.org/content/bawerk.asp"&gt;http://www.mises.org/content/bawerk.asp&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;[4] &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/bbawerk/rosto_bohm.htm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[5] http://www.jrnyquist.com/taam_2003_0403.htm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[6] ] http://www.jrnyquist.com/carvalho_2002_1022.htm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[7] http://www.olavodecarvalho.org/livros/negramsci.htm&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[8] &lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/semana/040627zh.htm"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/semana/040627zh.htm&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;[9] &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.netforcuba.org/Videos_Audios/venezuela-amenaza1.wmv" target="_blank"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;http://www.netforcuba.org/Videos_Audios/venezuela-amenaza1.wmv&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[10] &lt;a href="http://www.netforcuba.org/Videos_Audios/venezuela-amenaza2.wmv" target="_blank"&gt;http://www.netforcuba.org/Videos_Audios/venezuela-amenaza2.wmv&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[11] "Salto del Guayrá — A presença do grupo guerrilheiro colombiano Forças Armadas Revoluncionárias da Colômbia (Farc) no Brasil não se restringe hoje apenas à montagem de bases estratégicas para o tráfico de drogas e armas na selva amazônica. As ações das Farc incluem o treinamento de criminosos e líderes de movimentos sociais, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Os centros estão montados estrategicamente na fronteira do Brasil com o Paraguai. Relatórios sigilosos em poder de autoridades brasileiras e paraguaias registram a ocorrência de pelo menos três cursos sobre técnicas de guerrilha destinados a brasileiros, realizados este ano – em maio, julho e agosto – na região de Pindoty Porã, departamento de Canindeyú, no Paraguai, cidade na fronteira com o Mato Grosso do Sul e o Paraná." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Correio Braziliense 30 Outubro de 2005&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;[12 ] &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.polibiobraga.com.br/?PAG=noticias_anteriores_detalhe.asp?ID=8263" target="_blank"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;http://www.polibiobraga.com.br/?PAG=noticias_anteriores_detalhe.asp?ID=8263&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[13 ] &lt;/span&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4960&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[14 ] http://www.olavodecarvalho.org/semana/060511jb.html &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[15 ] &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4851"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4851&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[16] &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4823"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4823&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[17] &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://www.acsp.com.br/seminario/index.html"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;http://www.acsp.com.br/seminario/index.html&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[18] &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4872"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4872&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[19] &lt;i style=""&gt;Idem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;[20] http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4867&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[21] &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:city&gt;&lt;st1:place&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Murray&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;/st1:city&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:place&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;N. Rothbard&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; . &lt;i style=""&gt;was dean of the &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:place&gt;&lt;st1:placename&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Austrian&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:placename&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:placetype&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;School&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:placetype&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;. &lt;/span&gt;Este artigo é uma parte do primeiro capítulo do &lt;i style=""&gt;For a New Liberty: The Libertarian Manifesto.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;http://www.mises.org/story/2123&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[22] &lt;/span&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://www.jonathangullible.com/mmedia/PhilosophyOfLiberty-portuguese_music.swf"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;http://www.jonathangullible.com/mmedia/PhilosophyOfLiberty-portuguese_music.swf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[23] &lt;/span&gt;“Havia um outro erro dos pangermânicos que Hitler não iria cometer. Este erro consistia no fracasso quanto à consecução do apoio de pelo menos algumas das poderosas instituições estabelecidas da nação: se não a igreja, então o Exército, ou o Gabinete, ou o Chefe-de-Estado. A menos que um movimento político conquistasse tal apoio, percebia-o o jovem, seria difícil, senão impossível, que assumisse o poder. Foi precisamente tal apoio que Hitler teve a astúcia de conseguir em Berlim, nos dias cruciais de janeiro de 1933, e que tornou possível a ele e a seu Partido Nacional Socialista assumir o governo de uma grande nação”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;William L. Shirer, “Ascensão e Queda do Terceiro Reich”, Vol 1 - Civilização Brasileira , 1963,&lt;span class="postbody"&gt; pp. 50.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[24] &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;“Quando o Partido está fraco para o assalto direto ao poder, dizia Gramsci, deve formar um amplo ‘pacto social’ baseado no ‘consenso’, mas conservando para si a hegemonia, o primado das idéias e valores que soldam a aliança.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/livros/negramsci.htm"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/livros/negramsci.htm&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[25] “&lt;/span&gt;E fazem isso sem nenhuma unidade doutrinal, antes curtindo gostosamente a nebulosidade e a indefinição cuja fecundidade estratégica e tática aprenderam com Antonio Gramsci.” http://www.olavodecarvalho.org/semana/060515dc.html&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[26] “&lt;/span&gt;Os intelectuais desempenham por isso, na estratégia gramsciana, um papel de relevo.” &lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/livros/negramsci.htm"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/livros/negramsci.htm&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[27] http://www.olavodecarvalho.org/semana/051031dc.htm&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[28] Uma tradução para o português da Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos pode ser lida em &lt;a href="http://heliopereiriano.blogspot.com/2006/06/teoria-austraca-dos-ciclos-econmicos-1.html"&gt;http://heliopereiriano.blogspot.com/2006/06/teoria-austraca-dos-ciclos-econmicos-1.html&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style=""&gt;[29] &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“O assunto dos argumentos demonstrativos foi discutido nas &lt;i style=""&gt;Analíticas&lt;/i&gt;, enquanto o dos argumentos dialéticos e críticos foi tratado noutra parte; agora passaremos a falar dos argumentos que se usam nas competições e debates. Antes de tudo, deveremos conhecer os vários fins visados por aqueles que argumentam como competidores e rivais encarniçados. Esses fins são em número de cinco: a refutação, o vício de raciocínio, o paradoxo, o solecismo, e em quinto lugar reduzir o adversário a impotência – isto é, forçá-lo a tartamudear ou repetir-se uma porção de vezes; ou, então, produzir a aparência de uma dessas coisas sem a realidade. Pois eles preferem, se possível, refutar cabalmente o outro, ou, na falta disso, demonstrar que ele cometeu algum erro de silogismo; em terceiro lugar, levá-lo a afirmar um paradoxo; em quarto, reduzi-lo a um solecismo, isto é, fazer com que ele, no curso do argumento, use uma expressão contrária a gramática; ou então, em último recurso, obrigá-lo a tartamudear “. Aristóteles, “Tópicos;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Dos Argumentos Sofísticos”-Seleção de Textos de José Américo Motta Pessanha. São Paulo:Abril Cultural , 1978 (156-157)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;[30] Smith Georg. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;How to Defend Atheism Atheism: The Case Against God (Buffalo, NY: Prometheus, 1980)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="postbody"&gt;http://www.infidels.org/library/modern/george_smith/defending.html&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30410660-115250732153487414?l=heliopereiriano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/feeds/115250732153487414/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30410660&amp;postID=115250732153487414' title='25 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115250732153487414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115250732153487414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/2006/07/como-fazer-revoluo-liberal-hlio.html' title=''/><author><name>HelioPereiriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16025553291204879990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/moldurahelio5.jpg'/></author><thr:total>25</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30410660.post-115163384074830406</id><published>2006-06-29T18:58:00.000-07:00</published><updated>2006-06-30T09:18:52.976-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estaria se formando uma guerrilha marxista no Brasil ?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem ainda não acredita nas motivações marxistas do PT e do apoio que os partidos de esquerda estão oferecendo as Farc, publico aqui as fontes que informam o indício de cada elo da cadeia. O leitor poderá reparar que se cada indício isoladamente pouco significa, o conjunto de todos os indícios formam um quadro geral que não pode ser menosprezado, a não ser com abuso ao direito de ignorar toda e qualquer coincidência como obra do acaso. Se este tipo de incredulidade fosse projetado para campo dos relacionamentos, faria de sua vítima um típico tapado incapaz de reconhecer as manifestações mais ostensivas do assédio feminino tal como os personagens caricaturais de velhas comédias televisivas. No campo das intrigas políticas, seria aquele que caindo numa cilada é capaz de jurar a inocência de seu algoz. No campo dos dramas futebolísticos, a recusa obstinada em reconhecer a má fé do juiz que parece estar distraído sempre que ocorre a falta de um time e alerta quando a falha é cometida pelo outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível negar a realidade de tamanha evidência sem provocar algum tipo de sabotagem mental. O quadro geral fornecido pelo conjunto desses links faz o serviço completo. Liga as Farc ao PCC, os partidos de esquerda as Farc, o MST as Farc, dá o motivo e a arma do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="padding: 4px;" class="postbody"&gt;&lt;span style="line-height: normal;font-size:15;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FARC apoiando o PCC e o Comando Vermelho:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O juiz federal Odilon de Oliveira, de Ponta Porã, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, obteve evidências da atuação de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no treinamento de bandidos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) para seqüestros. Segundo as apurações de Oliveira, quadrilhas de narcotraficantes do Brasil são os principais clientes da América do Sul na compra da cocaína produzida pela facção colombiana."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estado de São paulo 04 Julho 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O juiz federal Odilon de Oliveira conseguiu evidências que comprovam que as Farc, guerrilheiros comunistas da Colômbia, estão treinando bandidos comuns do PCC e do Comando Vermelho, com os quais têm interagido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Os guerrilheiros, que se notabilizaram pelas ações espetaculares de sequestro, estariam ensinando justamente este tipo de ação para os bandidos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. No material a seguir, distribúído pela Agência Estado, o juiz lista nomes, datas, situações e valores. É tudo muito alarmanete, porque até agora o Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, nada falou sobre o caso, e tampouco o Ministério Público Federal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.polibiobraga.com.br/?PAG=noticias_anteriores_detalhe.asp?ID=8263" target="_blank"&gt;http://www.polibiobraga.com.br/?PAG=noticias_anteriores_detalhe.asp?ID=8263&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Traficantes das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) e guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estariam por trás do plano de resgate de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, preso na sede da Polícia Federal em Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ação - descoberta por acaso por meio de escuta telefônica - seria financiada por aliados na fronteira do Brasil com o Paraguai e executada por José Carlos dos Santos, o Seco. Especialista em explosivos, ele figura como o bandido mais procurado da Região Sul."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornalonorte.com.br/noticias/?55538" target="_blank"&gt;http://www.jornalonorte.com.br/noticias/?55538&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: normal;font-size:15;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FARC treina o MST&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Salto del Guayrá — A presença do grupo guerrilheiro colombiano Forças Armadas Revoluncionárias da Colômbia (Farc) no Brasil não se restringe hoje apenas à montagem de bases estratégicas para o tráfico de drogas e armas na selva amazônica. As ações das Farc incluem o treinamento de criminosos e líderes de movimentos sociais, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Os centros estão montados estrategicamente na fronteira do Brasil com o Paraguai. Relatórios sigilosos em poder de autoridades brasileiras e paraguaias registram a ocorrência de pelo menos três cursos sobre técnicas de guerrilha destinados a brasileiros, realizados este ano – em maio, julho e agosto – na região de Pindoty Porã, departamento de Canindeyú, no Paraguai, cidade na fronteira com o Mato Grosso do Sul e o Paraná."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio Braziliense 30 Outubro 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: normal;font-size:15;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fornecimento de Cocaina do Beira Mar vem das Farc&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"ISTOÉ teve acesso a uma vasta documentação que mostra, por dentro, o funcionamento da pesada máquina de fazer dinheiro que Beira-Mar começou a montar em 1990. São 270 páginas que esmiúçam a vida financeira e particular do traficante, escancaram o modus operandi de sua quadrilha e comprovam a antiga suspeita de que o bandido fornecia armamentos e munições às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc, em troca das toneladas de cocaína com que abastecia pontos-de-venda de droga espalhados pelo Brasil. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ISTO É, 12 de abril de 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.terra.com.br/istoe/1903/brasil/1903_beira_mar.htm" target="_blank"&gt;http://www.terra.com.br/istoe/1903/brasil/1903_beira_mar.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: normal;font-size:15;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revista Oficial das FARC conta como membros do conselho editorial: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comandante das Farc, Manuel Marulanda Vélez, o famigerado “Tiro Fijo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo Boff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Buarque de Hollanda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chefe de gabinete do presidente Lula em 2004, Gilberto Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado Luis Eduardo Greenhalgh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nodo50.org/americalibre/consejo.htm" target="_blank"&gt;http://www.nodo50.org/americalibre/consejo.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="line-height: normal;font-size:15;" &gt;Partidos e instituições brasileiras apoiando as FARC&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.liberdadeoliverio.com.br/" target="_blank"&gt;http://www.liberdadeoliverio.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.liberdadeoliverio.com.br/escala1/texto.htm" target="_blank"&gt;http://www.liberdadeoliverio.com.br/escala1/texto.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: normal;font-size:15;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"É necessário que todo guerrilheiro urbano mantenha em mente que só poderá sobreviver se estiver disposto a matar os policiais e todos aqueles dedicados à repressão. E se está verdadeiramente dedicado a expropriar a riqueza dos grandes capitalistas, os latifundiários e os imperialistas." &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Carlos Marighella em Mini-manual do Guerrilheiro Urbano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele (Celso Daniel) se encontrará com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Marighella&lt;/span&gt;, Guevara, Paulo Freire, Henfil, Betinho, Chico Mendes, Toninho e os sem terra...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Luiz Inácio Lula da Silva&lt;br /&gt;Correio do Povo, 16 de janeiro de 2001, página 2.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declaração do Lula:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Objetivo do PT é romper com o capitalismo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JORNAL LE MONDE- 1/10/2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"En privé, Lula, âgé de 56 ans, pense tout haut que l'élection est une &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;farce et qu'il faut en passer par là pour prendre le pouvoir&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. D'où, entre autres innovations difficilement digérées par les ultras du parti, sa décision de confier l'organisation de sa campagne au gourou national du marketing politique, Duda Mendonça. Ce dernier avait bâti sa flatteuse réputation en se mettant au service de Paulo Maluf, ancien maire et gouverneur de Sao Paulo et pire incarnation de la droite populiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Les trois échecs successifs de Lula à la présidentielle (1989, 1994 et 199 - les deux derniers face au président sortant Cardoso dès le premier tour - ont laissé des traces. En ce temps-là, Lula &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;prêchait la rupture avec le système capitaliste&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La gauche brésilienne aux marches du pouvoir&lt;br /&gt;LE MONDE | 01.10.02 | 12h16  • MIS A JOUR LE 01.10.02 | 12h49&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="line-height: normal;font-size:15;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Confissão que o Foro de São Paulo, uma organização formada por grupos e terroristas (Farc, Mir, ELN ) e partidos radicais de esquerdas, está influenciando as decisões governamentais tomadas pelo Brasil. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc" target="_blank"&gt;http://www.info.planalto.gov.br/download/discursos/pr812a.doc&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30410660-115163384074830406?l=heliopereiriano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/feeds/115163384074830406/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30410660&amp;postID=115163384074830406' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115163384074830406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115163384074830406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/2006/06/estaria-se-formando-uma-guerrilha.html' title=''/><author><name>HelioPereiriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16025553291204879990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/moldurahelio5.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30410660.post-115153349765142823</id><published>2006-06-28T15:23:00.000-07:00</published><updated>2006-09-09T09:47:03.850-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="line-height: normal;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt; [1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: normal;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ludwig von Mises&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Traduzido por Hélio Rodrigues Pereira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte original: &lt;a href="http://www.mises.org/tradcycl/austcycl.asp"&gt;http://www.mises.org/tradcycl/austcycl.asp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia é comum em economia falar sobre a teoria austríaca do ciclo de econômico. Tal descrição é extremamente lisonjeira para nós os economistas austríacos, e nós apreciamos muito esta honra nos dada. Como todas as outras contribuições científicas, porém, a teoria moderna das crises econômicas não é o trabalho de uma nação. Da mesma forma que outros elementos de nosso atual conhecimento econômico, este entendimento é o resultado da colaboração mútua de economistas de todos os países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação monetarista do ciclo econômico não é completamente nova. A “Escola Monetarista” inglesa já tentou explicar o crack mediante a inflação do crédito que é um resultado da emissão de notas sem lastro [2]. Não obstante, esta escola não viu que contas bancárias que podem ser sacadas a qualquer momento por meio de cheques, quer dizer, contas correntes, fazem exatamente o mesmo papel que a inflação do crédito bancário faz em notas. Por conseguinte a inflação de crédito pode ser não só o resultado da emissão excessiva de notas, mas também o da abertura excessiva de contas correntes. É por ter entendido mal esta verdade que a Escola Monetarista acreditou que bastaria, a fim de impedir o retorno de crises econômicas, um decreto legislativo que restringisse a emissão de notas sem lastro, enquanto permitia a inflação de crédito por meio de contas correntes ilimitadas. O Ato do Banco Peel de 1844 [3], e leis semelhantes em outros países, não realizaram o efeito que eles planejaram. Disto concluiu-se injustamente que a tentativa da Escola Inglesa para explicar o ciclo econômico em condições monetárias tinha sido refutada pelos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo defeito da Escola Monetarista é que sua análise do mecanismo de inflacionar o crédito e a conseqüente crise ficou restrita ao caso onde o crédito é inflacionado em um só país enquanto a política bancária de todos os outros paises permanece cautelosa. A reação que é produzida neste caso é conseqüência dos efeitos do comércio exterior. A elevação interna em preços encoraja importações e paralisa as exportações. Dinheiro metálico escoa para os países estrangeiros. Como resultado aumenta-se a demanda bancária para cobrir os fundos que eles puseram em circulação (como notas e contas correntes sem lastro), até chegar o tempo deles acharem que devem restringir crédito. No final das contas é a derrama de cheques elevando dos preços. A Escola Monetarista analisou só este caso particular; não considerou a inflação do crédito numa escala internacional em todos os países capitalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela segunda a metade do século XIX, a teoria dos ciclos econômicos entrou em descrédito, e a noção que os ciclos econômicos não tinha nada a ver com a moeda e o crédito ganhou aceitação. A tentativa de Wicksell (1898) [4] de reabilitar a Escola Monetarista obteve vida curta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fundadores da Escola Austríaca de Economia—Carl Menger, Böhm-Bawerk, e Wieser— não se interessaram pelo problema do ciclos econômicos. A análise deste problema viria a ser a tarefa da segunda geração de economistas austríacos. [5] Ao emitir por métodos fiduciários, pelas quais eu quero dizer notas sem lastro em ouro ou contas correntes que não estão completamente lastreadas através de reservas de ouro, os bancos ficam numa posição favorável de inflacionar o crédito consideravelmente. A criação adicional destes métodos fiduciários lhes permite esticar o crédito bem acima do limite fixado pelos seus próprios ativos e pelos fundos confiados a eles pelos seus clientes. Eles intervêm no mercado neste caso como “provedores” de crédito adicional, que eles criaram, produzindo uma redução da taxa de juros que cai abaixo do nível ao qual teria estado sem tal intervenção. A redução da taxa de juros estimula a atividade econômica. Projetos que não teriam sido considerados "lucrativos" se a taxa de juros não tivesse sido influenciada pelas manipulações dos bancos, o qual, então, não teria sido empreendido, não obstante serão considerados “lucrativos” acabando por serem iniciados. A maior atividade dos negócios trás um aumento da demanda por meios produtivos e de trabalho. Os preços dos meios produtivos e dos salários se elevam, e o aumento dos salários, por sua vez, leva a um aumento dos preços dos bens de consumo. Se os bancos fossem refrear qualquer extensão adicional de crédito e se limitassem ao que já tinham feito, o boom de crescimento pararia rapidamente. Mas os bancos não recuam de seu curso de ação; continuam esticando o crédito em uma escala maior e maior, e os preços e os salários continuam correspondentemente subindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este movimento ascendente, entretanto, não pôde continuar indefinidamente. Os recursos produtivos e o trabalho disponível não aumentaram; tudo que aumentou foi a quantidade dos meios fiduciários capazes de realizar o mesmo papel que o dinheiro na circulação de bens. Os meios de produção e trabalho que foram desviados para os novos empreendimentos tiveram que ser tirados de outros empreendimentos. Sociedade não é suficientemente rica para permitir a criação de novos empreendimentos sem tirar qualquer coisa de outros empreendimentos. Enquanto a inflação do crédito permanecer não será perceptível, mas esta extensão não pode ser empurrada indefinidamente. Como tentativa de evitar uma parada súbita do movimento ascendente (resultando num colapso de preços) cria-se cada vez mais crédito, e como resultado um contínuo, e até mesmo mais rápido aumento dos preços. Mas a inflação e o boom de crescimento só podem continuar calmamente contanto que o público acredite que a subida dos preços será interrompida em breve. Assim que opinião pública se dê conta que não há qualquer razão para esperar um fim da inflação, e que preços continuarão subindo, o pânico estará montado. Ninguém quer manter seu dinheiro, porque sua posse implica perdas cada vez maiores de um dia para o outro; todo mundo se apressa para trocar dinheiro por bens, as pessoas compram coisas sem muita utilidade para elas até mesmo sem pensar no preço, só para se ver livre do dinheiro. Tal é o fenômeno que aconteceu na Alemanha e em outros países que seguiram uma política de inflação prolongada e isso era conhecido como o “vôo em valores reais”. O preço das commodities sobem enormemente da mesma forma que a taxa de câmbio, enquanto a cotação da moeda nacional cai a quase zero. O valor da moeda corrente se desmorona, como foi o caso na Alemanha em 1923.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, se os bancos decidissem interromper a inflação do crédito a tempo para evitar o colapso da moeda corrente e resolvem brecar o boom de crescimento, rapidamente será percebido que a falsa impressão de “rentabilidade” criada pela expansão de crédito conduziu a investimentos injustificados. Muitos empreendimentos ou investimentos em negócios que foram iniciados graças à taxa de juros artificialmente reduzida, e cuja continuidade se deu graças ao aumento igualmente artificial de preços, já não parecerão lucrativos. Algumas empresas reduzem os custos de operação, outras fecham ou vão a falência. Preços desmoronam; crise e depressão sucedem ao crescimento. A crise e o período resultante da depressão são a culminação do período de investimento injustificado provocada pela inflação do crédito. Os projetos que devem suas existências ao fato de parecerem “lucrativos” justamente nas condições artificiais criadas no mercado pela inflação do crédito e o aumento em preços que resultaram disto, deixaram de ser " lucrativos". O capital investido nestes empreendimentos irá se perder até o momento em que o crédito é bloqueado. A economia tem que se adaptar a estas perdas e situação resultante disto. Neste caso o que há para se fazer, em primeiro lugar, é reduzir consumo e, economizando, construir novos fundos de capital para fazer o aparato produtivo se adequar as demandas atuais e não às demandas artificiais que jamais se manifestariam e seriam considerados reais a exceto como conseqüência do falso cálculo de " rentabilidade " baseado em inflação de crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O boom de crescimento “artificial” foi trazido pela inflação do crédito e a redução da taxa de juros foi uma conseqüência da intervenção dos bancos. A verdade é que durante o período em que o crédito foi estendido, os bancos elevaram a taxa de juros progressivamente; e de um ponto de vista puramente aritmético terminou mais alto do que tinha estado no começo do crescimento. Este aumento da taxa de juros é não obstante insuficiente restabelecer equilíbrio no mercado e acabar com o crescimento insalubre. Para um mercado onde os preços estão subindo continuamente, os juros brutos tem que incluir além dos juros especificamente de capital —i.e a taxa líquida de juros — também um outro elemento que representa uma compensação para a elevação dos preços que surgem durante o período do empréstimo. Se os preços sobem de uma maneira contínua e se o prestatário ganhar um lucro adicional como resultado da venda da mercadoria que ele comprou com o dinheiro pedido emprestado, dele será exigido a pagar uma taxa mais alta de juros que ele teria pagado em um período de preços estáveis; o capitalista, por outro lado, não estará disposto a emprestar nestas condições, a menos que os juros incluam uma compensação para as perdas que a diminuição do poder aquisitivo incide sobre dinheiro dos credores. Se os bancos não levam conta estas condições ao fixar a taxa de juros brutos exigida, a taxa deles deveria ser considerada como se mantendo artificialmente a um nível muito baixo, até mesmo se de um ponto de vista puramente aritmético parece-se muito mais alto do que prevaleceu sob "condições normais”. Assim na Alemanha uma taxa de juros de centenas por cento podia ser considerada demasiado baixa no outono de 1923 por causa da depreciação acelerada do marco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que a reversão dos ciclos econômicos começa se adequar à mudança da política bancária, fica muito difícil de obter empréstimos por causa da restrição geral de crédito. A taxa de juros, por conseguinte sobe muito rapidamente como resultado do pânico súbito. Logo em seguida, cairá novamente. Realmente, isto é um fenômeno bem conhecido de um período de depressões, que uma taxa muito baixa de juros—considerada do ponto de vista aritmético—não tenha sucesso em estimular a atividade econômica. O dinheiro reserva dos indivíduos e dos bancos crescem, fundos líquidos acumulam, contudo a depressão continua. Na atual [1936] crise, a acumulação destas "reservas de ouro inativas" tem por uma razão particular, assumido proporções irregulares. Como é natural, os capitalistas desejam evitar o risco de perdas nas desvalorizações contempladas em vários governos. Dado que os riscos monetários consideráveis que a posse de promissórias ou de apólice de seguros envolvem não são compensados por um correspondente aumento da taxa de juros, os capitalistas preferem reter seus fundos de uma forma que os permita, em tal caso, proteger o dinheiro deles contra as perdas inerentes de uma eventual desvalorização convertendo rapidamente para uma moeda corrente não imediatamente ameaçada pela possibilidade de desvalorização. Esta é a razão muito simples por que os capitalistas são hoje relutantes em se prender, por investimentos permanentes, a uma moeda corrente particular. Isto é por que eles permitem suas contas bancárias crescerem mesmo dando juros bem reduzidos, e acumulam ouro que não só não paga nenhum juros mas também envolve despesas de armazenamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator que está ajudando a prolongar o período da atual depressão é a rigidez de salários. Salários aumentam em períodos de inflação. Períodos de deflação deveriam reduzi-los, não só em condições de dinheiro, mas também em reais condições. Evitando com sucesso a redução de salários durante um período de depressão, a política dos sindicatos faz do desemprego um acontecimento amplo e persistente. Além disso, esta política atrasa a recuperação indefinidamente. Uma situação normal não pode retornar até que os preços e os salários se adaptarem à quantidade de dinheiro em circulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opinião pública está perfeitamente correta em ver o fim do crescimento e a crise como conseqüência da política bancária. Os bancos poderiam sem dúvida ter adiado as conseqüências desfavoráveis por algum tempo adicional. Eles poderiam ter continuado a política deles de inflacionar o crédito durante algum tempo. Mas — como temos visto — não poderiam persistir indefinidamente nisto sem arriscar o colapso completo do sistema monetário. O crescimento provocado pela política dos bancos de inflacionar o crédito necessariamente tem que terminar cedo ou tarde. A menos que estejam dispostos a deixarem sua política destruir completamente o sistema monetário e o crédito, os próprios bancos devem encerrar isto antes ocorra uma catástrofe. Quanto mais longo for o período de crédito inflacionário e quanto mais tempo os bancos demorarem em alterar sua política, o pior serão as conseqüências do mau investimento e da especulação irregular que caracteriza o boom de crescimento; e como resultado mais longo será o período de depressão e mais incerta a data de recuperação e volta da atividade econômica normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freqüentemente sugeriu-se “estimular” a atividade econômica e dar “o tranco inicial” por meio de uma nova prática de crédito inflacionário permitindo que a depressão ao término trouxesse uma recuperação ou pelo menos um retorno justamente às condições normais; os defensores deste método esquecem, porém, que embora pudessem superar as dificuldades do momento, certamente produziria uma situação pior num futuro não muito distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, será necessário entender que as tentativas de reduzir artificialmente a taxa de juros que surge no mercado, por uma inflação do crédito, podem apenas produzir resultados temporários, e que a recuperação inicial será seguida por um declínio mais fundo que se manifestará como uma estagnação completa do comercio da atividade industrial. A economia não poderá se desenvolver harmoniosa e suavemente a menos que todas as medidas artificiais que interferem com o nível de preços, salários, e taxas de juros, como determinado pelo livre jogo das forças econômicas, sejam renunciadas de uma vez por todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é a tarefa dos bancos remediar as conseqüências da escassez de capital ou os efeitos da política econômica equivocada de inflação do crédito. É realmente uma infelicidade que hoje o retorno para uma situação econômica normal está atrasada pela política perniciosa de algemar comércio, através das armas e por um medo só se justifica pela guerra, sem mencionar a rigidez de salários. Mas não é por medidas bancárias e inflação de crédito que esta situação será corrigida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas páginas anteriores eu fiz somente um sumário e um esboço necessariamente insuficiente da teoria monetarista das crises econômicas. É infelizmente impossível para mim pelas restrições impostas por este artigo entrar em maiores detalhes; aqueles que estiverem interessados neste assunto poderão encontrar maiores informações nas várias publicações que mencionei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] O original é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;trade cycle&lt;/span&gt; que literalmente significa ciclo comercial.  Mas no Brasil a expressão equivalente usada é ciclo econômico. N. do T.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] &lt;span style="font-style: italic;"&gt;without metallic backing&lt;/span&gt; cuja expressão seria sem lastro metálico. N. do T.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Ato do Banco Peel de 1844 ficou célebre por estabelecer o padrão ouro. N. do T.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Knut Wicksell, Interest and Prices, R.F. Kahn, trans. (New York: Augustus M. Kelley, 1965)—Tr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] As principais obras da Escola Austríaca voltadas para a teoria dos ciclos econômicos [na versão de 1936] são: Mises, The Theory of Money and Credit (New York: Foundation for Economic Education, 1971; translation of the 2nd German edition, 1924; originally published in 1912); Mises, Monetary Stabilization and Cyclical Policy (1928) reprinted in On the Manipulation of Money and Credit, Percy L. Greaves, ed., Bettina Bien Greaves, trans. (Dobbs Ferry, N.Y.: Free Market Books, 1978; originally published as a monograph in German); Friedrich A. von Hayek, Monetary Theory and the Trade Cycle (New York: Augustus M. Kelley, 1966; reprint of 1933 English edition, originally published in German in 1929); Hayek, Prices and Production (New York: Augustus M. Kelley, 1967; reprint of 1935 2nd revised edition, originally published in 1931); Fritz Machlup, Führer durch die Krisenpolitik (1934); Richard von Strigl, Capital and Production, Margaret Rudelich Hoppe and Hans-Hermann Hoppe, trans. (Auburn, Al: Ludwig von Mises Institute, 1995; translation of the 1934 edition); the best analysis of the actual crisis was made by Sir Lionel Robbins, The Great Depression (Freeport, R.I.: Books for Libraries Press, 1971; reprint of 1934 edition).—Nota: citações tem sido atualizadas nesta nova edição.]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30410660-115153349765142823?l=heliopereiriano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/feeds/115153349765142823/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30410660&amp;postID=115153349765142823' title='10 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115153349765142823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115153349765142823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/2006/06/teoria-austraca-dos-ciclos-econmicos-1.html' title=''/><author><name>HelioPereiriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16025553291204879990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/moldurahelio5.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-30410660.post-115153294013414065</id><published>2006-06-28T14:30:00.000-07:00</published><updated>2006-06-28T18:40:33.523-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Um Resumo de Minhas Idéias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este blog é uma tentativa de criar um esboço inicial de algumas idéias que aos poucos estou ordenando para publicar em meu site http://www.pensamento.org, que ainda não existe, mas em breve existirá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto minha homepage pessoal é http://www.geocities.com/heliopereiriano/.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, é necessário responder a questão: porque alguém deveria ler o que escrevo  ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta é a seguinte: Ao longo dos anos, venho me esforçando para colecionar e sintetizar os melhores textos nas áreas de economia, filosofia, física, matemática, literatura e política, mediante um critério pessoal baseado em 3 características : &lt;span style="font-style: italic;"&gt;intuitividade&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;exatidão&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;profundidade&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Intuitividade&lt;/span&gt; significa aqui a  capacidade que o texto possui em ser inteligível e permitir uma percepção clara daquilo que está se descrevendo. O teste para verificar a intuitividade do texto é verificar com que facilidade as idéias escritas podem ser expostas pelo leitor  sem ajuda de notas  e apontamentos. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Exatidão&lt;/span&gt; significa a capacidade de um texto de não fazer uma simplificação grosseira dos fatos que descreve, de se apoiar numa boa referência bibliográfica, de não incluir informação falsa. E da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;profundidade&lt;/span&gt;, eu entendo como o potencial do texto em permitir uma reflexão que amplifique o entendimento do objeto estudado em um novo patamar, em relação ao pensamento clichê, as idéias hegemônicas. Esta última característica encerra o mínimo necessário que facilitará o caminho a proficuidade das idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso, contudo, advertir que este esforço pessoal subtende uma tese implícita: &lt;span class="postbody"&gt;A de que a burocracia acadêmica não seleciona de modo ótimo as propostas criativas.  Esta tese se fundamenta na história e na filosofia da ciência e justifica a busca pessoal de conhecimento fora da vinculação com instituições de pesquisa, cujas razões seão explicadas futuramente com maiores detalhes. Por hora vou listar o que minhas observações selecionaram como os links que melhor tem representado a filosofia deste post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Em português&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor link sobre Dante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.stelle.com.br/" target="_blank"&gt;http://www.stelle.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor Link sobre política&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.midiasemmascara.com.br/" target="_blank"&gt;http://www.midiasemmascara.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor Link sobre filosofia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.olavodecarvalho.org/" target="_blank"&gt;http://www.olavodecarvalho.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor site sobre uma proposta original de física&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ecientificocultural.com/indice.htm" target="_blank"&gt;http://www.ecientificocultural.com/indice.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja: A equação do elétron e o eletromagnetismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma teoria unificante não relativista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ecientificocultural.com/Eletron/eletron0.htm" target="_blank"&gt;http://www.ecientificocultural.com/Eletron/eletron0.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre História da Ciência&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ifi.unicamp.br/%7Eghtc/public.htm" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.ifi.unicamp.br/%7Eghtc/ram-pub.htm" target="_blank"&gt;http://www.ifi.unicamp.br/~ghtc/ram-pub.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Em Inglês&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor link sobre a origem pagã do Cristianismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.medmalexperts.com/POCM/index.html" target="_blank"&gt;http://www.medmalexperts.com/POCM/index.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor link sobre engenharia doméstica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.instructables.com/" target="_blank"&gt;http://www.instructables.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhores links sobre Geopolítica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jrnyquist.com/" target="_blank"&gt;http://www.jrnyquist.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://once-upon-a-time-in-the-west.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://once-upon-a-time-in-the-west.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor Link sobre economia&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mises.org/" target="_blank"&gt;http://www.mises.org&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Obras para leitura&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mises.org/studyguide.aspx?action=author" target="_blank"&gt;http://www.mises.org/studyguide.aspx?action=author&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ao longo de minhas postagens, irei desenvolver minhas próprias idéias sobre cada um destes temas, traduzir autores de minha preferência e comentar idéias ligadas a este blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hélio Rodrigues Pereira&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="postbody"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/30410660-115153294013414065?l=heliopereiriano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/feeds/115153294013414065/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=30410660&amp;postID=115153294013414065' title='7 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115153294013414065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/30410660/posts/default/115153294013414065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://heliopereiriano.blogspot.com/2006/06/um-resumo-de-minhas-idias-este-blog.html' title=''/><author><name>HelioPereiriano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16025553291204879990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1705/2297/1600/moldurahelio5.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry></feed>
